HOLDING TERAPY
TERAPIA DO ABRAÇO



A terapia do abraço vem sendo empregada e defendida com crescente entusiasmo por um grupo bastante numeroso. A revista Communication da National Autistic Society de junho 89 apresentou um artigo de Michele Zappella (Psiquiatra) e John Richer (Pediatra) que resumimos a seguir.O holding é uma forma de intervenção intrusiva cujo objetivo é reduzir o isolamento social, aumentar a comunicabilidade e desenvolver laços de união. O holding deve ser sempre parte de um pacote maior de terapias, mas parece ser uma eficinete de desenvolver as condições da maioria das crianças autistas e de remover comportamentos indesejáveis. Welch desenvolveu esta forma de terapia como parte de uma ampla abordagem.

Ainda não está claro como a holding atua, porque a eficácia depende de quem a aplica e qual a interrelação com as demais terapias aplicadas simultaneamente. O fato é que se obtém resultados, independente de gravidade do autismo. Vamos dar um exemplo:

"Uma criança com 1 1/2 ano foi diagnosticada como autista e colocado em um programa de um hospital escola, onde ficava a maior parte do dia com outras crianças autistas. Depois de dois anos ela se apresentava seriamente retardada e com comportamento fortemente autístico, com péssimo prognóstico. Foi submetida então a tratamento envolvendo interações físicas acentuadas, com Michele Zappella. Depois de 6 meses o comportamento social da criança estava dentro da faixa normal da idade. Este exemplo é uma ilustração e não pode, evidentemente, ser apresentado como evidência."
Deve ser lembrado, inicialmente, que existem muitas variações de terapia do abraço. De um modo geral porém são elementos comuns:

     Uma sessão atípica apresenta os seguintes passos:

Durante, em especial, as sessões iniciais, a criança se enraivece mais, então soluça, depois relaxa e se amolda ao corpo dos pais. A partir de então a criança se torna mais comunicativa, acochegante e aberta . A insistência em confrontar a criança é uma importante característica do holding. A intervenção é realizada mantendo a criança em contato estreito, fixando-lhe o olhar, beijando-a e falando com ela (Alguns usam um fundo musical) .

Zapella aplicou a terapia a 50 crianças autistas, com idades de 3 a 15 anos, envolvendo a família e tendo como base a terapia do abraço. Ela registra que 12% se normalizaram após dois anos, 18% perderam o comportamento autístico, 44% apresentaram progressos moderados e 26% não demonstraram resultados. J. Prekop, na Alemanha reportou resultados similares. Ela também comparou o desenvolvimento destas crianças com outras que não tinham sido submetidas ao holding, concluindo que, relativamente, fizeram maior progresso.


Este artigo foi retirado do site www.geocities.com/Athens/Agora/4140/paginaterap.html.
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Esta página foi construída em 02/03/2002, a última atualização 19/06/2003

Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva