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Tratamentos em Estudo


Data: 30/7/2009 comentário 1/1

Estudo do Tratamento do Autismo Usando ABA e Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva – EMT

Junho/2009


A universidade de Louisville tem recebido fundos da NIH - National Institute of Health (Instituto Nacional de Saúde) - para conduzir um estudo crítico de um tratamento para o autismo que combina estimulação magnética transcraniana repetitiva com a terapia ABA. Minha primeira reação quando li sobre a estimulação magnética como um possível tratamento para o autismo foi de presumir que era algum tipo ineficaz e fantasioso de tratamento do autismo. Mas o site de notícias da Universidade de Louisville -http://php.louisville.edu/advancement/ocm/news/release.php?relid=1199 - fornece uma interessante explicação para a teoria por trás da estimulação magnética como um possível tratamento para o autismo.

Um estudo piloto anterior mostrou que a estimulação magnética transcraniana repetitiva cria uma corrente elétrica que aumenta habilidades de células específicas de proteger o cérebro contra a sobrecarga sensorial. Os pesquisadores acreditam que ela reduza a sobrecarga sensorial, permitindo maior foco na aprendizagem. O novo estudo utilizará uma freqüência maior, o dobro do número de sessões e também utilizará a terapia ABA.

Obviamente a EMTr como tratamento para o autismo não é atualmente um tratamento baseado em evidências. A única maneira para que novos tratamentos possam ser desenvolvidos e venham a adquirir status de tratamentos baseados em evidências é através de estudos e experimentações. Acredito que com o envolvimento do Instituto Nacional de Saúde e da Universidade de Louisville, serão seguidos todos os protocolos éticos e de segurança necessários para os participantes. Esperançosamente os resultados indicarão um caminho para ajudar a aumentar as habilidades de aprendizagem de pessoas com autismo. De acordo com o resumo da notícia, transcrito abaixo, o estudo pode também revelar mais informações generalizadas sobre questões relativas à conectividade cerebral e distúrbios do espectro autista.

Instituto Nacional de Saúde custeará estudo clínico de tratamento do autismo e reconhece alto impacto de pesquisa inovadora

LOUISVILLE, Ky. – Um tratamento promissor do autismo recebeu fundos do Instituto Nacional de Saúde para pesquisadores da Universidade de Louisville. Esses fundos custearão um estudo clínico que combina estimulação magnética com terapia comportamental em pessoas com autismo. Pesquisadores acreditam que essa abordagem amenizará sintomas maiores do autismo, o que ajudará os participantes a aumentar o foco na terapia para aumentar interações sociais.

"Este estudo, que se baseia em descobertas feitas nos últimos cinco anos, oferece um novo tipo de esperança para pessoas com autismo. Ele tem o potencial de mudar o modo como a ciência concebe o tratamento do autismo", diz Larry Cook, vice-presidente executivo para assuntos de saúde da Universidade de Louisville.

"Nós temos nos focado em usar nossas novas descobertas das funções cerebrais para tratar o autismo, ao invés de usar medicações para remediar suas conseqüências", explica o neurocientista Manuel Casanova.

O fundo de 900 mil dólares do Intituto Nacional de Saúde custeará um estudo clínico que terá duração de quatro anos.

Casanova e um time de pesquisadores previamente mapearam o modo como minúsculos fios de tecido cerebral, chamados de minicolunas de células do córtex, desenvolvem-se e se conectam. Sua pesquisa sugere que defeitos nas minicolunas interferem com o processamento de informações entre elas, o que leva a uma sobrecarga sensorial que aumenta déficits sociais e de comunicação.

Um estudo piloto confirmou que pessoas com autismo têm menos tantrums e comportamentos repetitivos, sintomas da sobrecarga sensorial, após um campo magnético de baixa freqüência ser aplicado em seus cérebros através de bobinas colocadas próximo ao crânio. Esse processo, conhecido como estimulação magnética transcraniana repetitiva - EMTr -, cria uma corrente elétrica que aumenta a habilidade de células específicas de proteger o cérebro de sobrecarga sensorial.

"Resultados de testes neurológicos e psicológicos e medidas de atividade cerebral constatam que a EMTr melhora os sintomas mais aflitivos de pessoas autistas", diz Casanova. "Acreditamos que esse alívio lhes dará a oportunidade de aprender a ser mais adequados socialmente e emocionalmente mais responsivos".

Nesse estudo, pacientes receberão uma freqüência alta de estimulação magnética e um número duas vezes maior de sessões comparado ao estudo-piloto. Esse tratamento será pareado pela primeira vez com a análise do comportamento aplicada (ABA) para ajudar os participantes a aprenderem e praticarem métodos socialmente apropriados de se relacionar com outras pessoas.

Esse estudo também faz uso de novos entendimentos sobre a conectividade inata do cérebro. O cérebro de uma pessoa com uma desordem do espectro autista é estruturado para fazer pequenas e locais conexões entre microcolunas à medida em que processa informações. O tratamento com EMTr foca-se em células de regiões específicas do cérebro e atua sobre a conectividade para generalizar as mudanças a outras regiões.

"Essa conectividade permite-nos preparar outras regiões do cérebro autista para lidar com o ruído que causa sobrecarga sensorial, sem sacrificar as demais capacidades que resultam da estrutura natural do cérebro", diz Casanova.

O Instituto Nacional de Saúde custeia pesquisas que testam novas e não convencionais investigações que podem resultar em impactos extremamente elevados em pesquisa.

Pesquisadores estão se focando em crianças da área metropolitana de Louisville para esse estudo. Pais que queiram informações sobre o estudo devem ligar para 502-852 0404.

Texto de Harold Doherty
Retirado e traduzido de:
http://www.wellsphere.com/autism-autism-spectrum-article/autism-treatment-study-using-aba-and-tms-repetitive-transcranial-magnetic-stimulation/730155


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Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva