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Data: 26/3/2009 comentário 1/6

Dimethylglycine (DMG) para Autismo

Por mais de 20 anos ARI (Autism Research Institute - Instituto de Pesquisa sobre Autismo) tem ouvido dos pais que tentaram DMG em suas crianças autistas. Em muitos casos os resultados extremamente positivos foram vistos, especialmente a melhora da linguagem expressiva. Em alguns casos, as convulsões resistentes as drogas pararam por DMG. (Ver o Jornal de Medicina da Nova Inglaterra, 10-21-82, pgs 1081-82).
Há uma literatura extensiva da pesquisa sobre benefícios e segurança no uso do DMG. Muitos estudos mostraram que DMG melhora a eficácia do sistema imune, melhora o desempenho físico e atlético dos seres humanos e dos outros animais (por exemplo cavalos de raça) e tem, tudo em todos, uma escala larga de efeitos benéficos. É muito seguro. Eu não vi nenhuma evidência de efeitos tóxicos ou adversos significativos. DMG está disponível em muitas lojas de alimento de saúde, em pequenos tabletes de 125mg, em envelopes de papel aluminio dos (Laboratórios da Ciência de Alimento - Science Laboratories). Peça pelo Aangamik que é o original DMG ou informação adicional da companhia, ligue gratuitamente no número 800-992-8451. Nós recomendamos as cápsulas de 125mg que vem em papel alumínio de DMG vendidas pela internet e entrgues pelo correio pelo Laboratório Kirkman. O número do telefone gratuito é 888-KIRKMAN. Fora dos ESTADOS UNIDOS, o número é 503-694-1600.
Dimethylglycine é classificado tècnicamente como um alimento. É encontrado, em quantidades muito pequenas, em certos alimentos, tais como o arroz integral o fígado. Quimicamente e fisiologicamente, assemelha-se às vitaminas soluveis em água, tais como as vitaminas Bs. A razão principal não se classifica porque uma vitamina é que não há nenhum sintoma específico associado com uma deficiência de DMG.
Muitos pais relataram que, após alguns dias usando o DMG, o comportamento da criança melhorou visivelmente, contato de olho melhor foram vistos, menores frustrações, mais linguagem expressiva, ou mais interesse e abilidade para falar foram observados.
Para uma criança na idade pré-escolar, eu começaria com 1/2 cápsula de 125mg no café da manhã por alguns dias, ou uma cápsula por dia para uma criança maior. Eu iria aumentando gradualmente, de uma a quatro cápsulas ao dia para uma criança, e de 2 a 8 cápsulas ao dia para um adulto. Se houver um aumento inicial na hiperactividade (raro) reduza as doses. Se a hiperactividade continuar, a criança pode estar indicando, de fato, que ela necessita mais Ácido Fólico. O Ácido Fólico é uma B-vitamina muito segura. Compre tabletes de 800mcg de Ácido Fólico e dê dois destes com cada 125mg de DMG.
Se você tentar DMG em uma criança ou em um adulto autista, escreva-nos por favor para que possamos saber: quais os efeitos observados nas áreas como: comportamento, apetite, sono, linguagem, alerta ou não, nível de atividade, etc. Em 5% ou em 10% dos casos, há um hiperactividade inicial. Me conte se você ver quaisquer efeitos adversos (muito improváveis).
Eu estou especialmente interessado em notas dos pais sobre os comentários feitos pelos professores, pelos vizinhos, pelos parentes, etc., que não estavam cientes que a criança estava tomando o DMG.
Se você estiver começando agora, eu sugiro dar o DMG por 2-3 semanas e só então adicionar B6/magnésio (que deve também ser começado gradualmente: escrever-nos para a publicação 39F). Quando você começar experimentar o DMG, para que não se confunda com os resultados não comece simultaneamente outras vitaminas, drogas, ou outros tratamentos que possam difícultar quais são os efeitos do DMG ou das outras coisas tentadas. Se a criança estiver usando a vitamina B6 e o magnésio, ou qualquer outra coisa que são úteis, não há nenhuma razão para párar o uso da B6 (ou o que quer que seja). O DMG é meramente um alimento altamente concentrado. Pode de fato melhorar a eficácia da vitamina B6.
© 2007-2008 Autism Research Institute
http://www.autism.com/translations/pt/pt_dmg.htm


Data: 26/3/2009 comentário 2/6

Desentoxicação através da Terapia de Quelação

By John Green, M.D.

The EverGreen Center, Oregon City, Oregon
Dr. Green é especialista em ecologia clínica e nutrologia. Médico DAN, compromete sua atenção total ao tratamento de crianças autistas desde 1999.
O que é terapia de quelação? Como ela funciona? Como é realizada? Porque esta terapia em autismo tem tantos defensores e oponentes?Quais são os riscos e benefícios da terapia de quelação? Porque ela é a que recebe a melhor avaliação de efetividade por parte dos pais entre todos os tratamentos atualmente disponíveis?
A quelação funciona como o sistema de defesa natural de sulfuração onde pequenas moléculas se ligam aos metais tóxicos para sequestrá-los e eliminá-los. Os quelantes comumente utilizados para o tratamento do autismo são DMSA, DMPS e EDTA. Os três são efetivos para remover chumbo e cádmio enquanto o DMPS E DMSA são efetivos também para mercúrio, alumínio e arsênico. EDTA é também algo efetivo para alumínio. EDTA e DMSA estão disponíveis nos EUA e o DMPS em países do Leste Europeu. Estes três agentes podem ser usados por Via Oral ou retal, o DMPS e cálcio EDTA podem ser administrados por Via Endovenosa. DMPS é também efetivo por injeção intramuscular. Formulações trandérmicas dos três estão disponíveis com eficácia comprovada para DMPS E DMSA e incerta para o EDTA.
O melhor teste para intoxicação por metais é o teste de desafio da quelação. A droga quelante é administrada seguida de um teste de urina para determinar a eliminação dos elementos tóxicos. Este teste é repetido periódicamente para avaliar o progresso do tratamento.Em nosso consultório usamos o DMPS , o mais potente agente quelante para retirada do mercúrio (que deve ser preparado em farámcia de manipulação) uma vez que este pode ser injetado junto com a glutationa e evita o problema de baixa absorção oral. Outros preferem o DMSA uma vez que este não atravessa a barreira hemato encefalica e é aprovada pelo FDA para chumbo.Testes de desafio transdérmicos não são confiáveis.
A escolha do agente quelante e da via de administração deve ser individualizado para cada criança. Após iniciar o tratamento é importante avaliar tanto a eficácia quanto a tolêrancia.
Não é necessário iniciar a terapia muito vigorosamente a melhor regra é seguir o aforisma "devagar e sempre". Métodos trandérmicos de aplicação do DMPS ou DMSA são sempre preferidos uma vez que diminuem a exposição intestinal complexo quelante/toxina. Se houver probelmas com um metodo é razoável mudar para outro. Após os níveis de mercúrio cairem para um nível baixo , o acido lipóico por via trandérmica é frequentemente ministrado em conjunto com DMPS ou DMS para acrescentar maiores benefícios. Há fortes evidências de que as crianças autistas tem deficiências em seus sistemas de desintoxicação causando aumento da vulnerabilidade a intoxicação por metais. Em adição aos metais pesados (particularmente mercúrio , chumbo, arsênio, antimonio e alumínio) nos encontramos elevados niveis plasmáticos de PCB e solventes organicos voláteis em todas as crianças autistas testadas em nosso consultório. Estas outras toxinas enfraquecem ainda mais seus sistemas de desintoxicação causando strêss oxidativo , disfunções imunes, deficiência de enzimas e energia , disrupção da comunicação celular e início e agravo da inflamação crônica. O resultado destas pertubações é um complexo de ciclos viciosos de dano tissular.Desintoxicação por quelação e tratamentos de suporte ajudam a quebrar estes ciclos e restaurar o processo fisíologico.
Quelação com o EDTA intravenoso tem sido usada com segurança por décadas em pacientes idosos e em crianças intoxicadas por chumbo. Entretanto questões sobre segurança cresceram nos últimos anos porque duas crianças morreram em decorrência do uso inapropriado de EDTA dissódico ao invés do Cálcio-EDTA. Eles receberam a medicação errada ( um erro causado pela similaridade dos nomes dos medicamentos) através de uma técnica de aplicação venosa inadequada e morreram de depleção severa de cálcio.Se uma criança é tratada com EDTA deve ser com o cálcio-EDTA que já se provou segura.
Os riscos da terapia de quelação propriamente dita são poucos. Os princípais problemas vistos são infecções fungícas ou bacterianas no intestino e depleção de oligoelementos- especialmente o zinco. Isto tende a provocar aletrações de comprotamento geralmente previníveis por suporte intestinal , suplementação mineral e /ou troca do sistema de qualação. Os rashes podem necessitar troca da medicação ou da via de administração.Reações alérgicas graves são raras. Preocupações refrentes aos efeitos da quelação no figado, rins e medula óssea são frequentes mas não existe nenhum evidêcia de danos irreverssíveis a estes orgãos em crianças submetidas a quelação. Ao contrário, testes de segurança e experiências com milhares de crianças demonstraram extraordinária segurança destas drogas.
Em nosso consultório preferimos utilizar o DMPS pela via trandérmica (com doses intermitente via oral para ajudar a limpar o intestino). Nós também podemos variar os quelantes e a via de administração para optimizar os efeitos de cada um e assegurar qual destes é mais efetivo. Por exemplo, nós podemos utilizar o DMPS transdérmico por três dias numa semana, DMSA trandérmico por três dias na proxima semana e DMPS via oral por dois dias na outra semana. Se a criança apresenta mais beneficios com algum deles nós vamos continurar com este agente. Enquanto alguns médicos utilizam um esquema de tratamento em dias alternados , nós achamos mais efetivo usar estas medicações de forma intermitente, três dias de administração seguidos de 4 a 11 dias de repouso, e um "washout" de três ou mais dias é necessario entre medicações diferentes.
Porque existem tão avidos defensores e oponentes? Os defensores são profissionais que utilizam a quelação rotineiramente e tem visto excelentes resultados em seus pacientes. Os oponentes são pessoas que não se utilizam da quelação na prática e levantam argumentos teóricos contra seu uso.
Por que a quelação tem os mais altos indíces de efetividade na avaliação dos pais de acordo com o Autism Research Institute - Instituto de Pesquisa sobre Autismo(ARI)? A resposta simples é que a terapia de quelação é extremamente útil para as crianças autistas com muito poucos efeitos colaterais. A quelação ajuda a quebrar muitos ciclos auto perpetuados que contribuem para o dano tecidual e os complexos sintomas do autismo abrindo caminho para reparação e recuperação.
Se o seu filho teve o diagnóstico de autismo, e particularmente se ele regrediu/perdeu aquisições é extremamente possível que fatores ambientais tenham causado o dano. No grupo Defeat Autism Now! Acreditamos que predisposições genéticas e provavelmente epigenéticas (genes mudando devido a influencias ambientais) interagindo com exposição a toxinas , causam a síndrome do autismo. O tratamento de desintoxicação se inicia com a optimização da dieta e da nutrição, redução à exposição a toxinas ambientais e suporte para as funções digestivas e imunes conforme o Protocólo Defeat Autism Now!.Alem dessa terapia fundamental de suporte a qualação vai acelar a cura de seu filho. Pode chegar o dia em que seu filho agradecrá por todos os esforços em trazer o melhor tratamento biomédico para facilitar sua recuperação.
Para maiores informações no tratamento de quelação para crianças autistas veja : " Opções de tratamento para intoxicação por mercúrio/metais no autismo e doenças do desenvolvimento relacionadas : artigo de Consenso" em www.AutismMercuryDetox.com.
© 2007-2008 Autism Research Institute


Data: 26/3/2009 comentário 3/6

Como Tratar Sintomas Físicos

Paul C. Lee, M.D.
Diretor Médico, HANS (Help Autism Now Society)

Nós, como doutores de medicina ocidental, temos conhecido o autismo como uma doença incurável, sem tratamento disponível. Então, por que nos preocuparmos em diagnosticar estas crianças quando não existe tratamento?
Com o alarmante aumento de casos, muitas pesquisas estão sendo feitas. Estudos recentes mostraram que muitas destas crianças têm condições médicas pré-existentes (fisiológicas) que precisam ser abordadas. Esta é uma área emergente e protocolos claros de tratamento são escassos. A maior parte da questão parece ser bem alternativa para nós, e, por conseguinte, pode ser vista como algo não importante. Contudo, apesar da falta de uma abordagem baseada em evidências, muitas evidências subjetivas e circunstanciais existem que alguns destes tratamentos podem ser muito eficientes. Alguns destes serão apresentados na próxima página. A maioria dos médicos, que passaram algum tempo pesquisando esta parte do "tratamento médico" do autismo, concordará que com certeza vale a pena tentar.
Um fato importante a lembrar é que os Transtornos do Espectro Autista (ASD, em inglês) parecem ser compostos de várias condições que apresentem sintomas semelhantes. Portanto, não existe um tratamento que funcione para todas as pessoas com estes Transtornos. Esta extrema variabilidade requer planos de tratamento individualizados e diagnosticar uma única criança pode ser uma tarefa monumental para qualquer profissional médico. Trabalhar com os pais e incentivá-los a se tornarem o próprio administrador do caso dos seus filhos, pode ser a melhor abordagem conceitual. No entanto, lembre-se também de que muitos desses pais já estão sobrecarregados com as necessidades da criança. Quando este documento foi escrito, estávamos fazendo planos para iniciar um sistema de gerenciamento de caso para enfermeiras.
Muitos pesquisadores acreditam que os transtornos ASD sejam desencadeados por um processo auto-imunológico, afetando vários sistemas, incluindo o sistema gastro-intestinal, o cérebro e o fígado. Níveis significativamente elevados de auto-anticorpos contra diversos antígenos, incluindo a proteína básica da mielina (a abreviação PAM é usada em inglês), foram detectados em transtornos ASD. Estudos de endoscopia gastro-intestinal demonstraram um número significativo de esofagites, duodenites, colites e hiperplasias nodulares linfóides. A maioria destas crianças sofre de alergias ou sensibilidades a produtos lácteos. Mais de 90% delas têm demonstrado ter muito baixos níveis de sulfato. O fenol-sulfur-transferase (PST), que se acredita ser um mecanismo fundamental na desintoxicação, foi encontrado em quantidades muito baixas na maior parte dessas crianças. Descobriu-se que a glutationa peroxidase e o superóxido dismutase (importante em antioxidantes no mecanismo para inativar os radicais livres) eram significativamente mais baixos do que os controles.
Pensa-se que muitos dos "comportamentos autistas" são manifestações de condições fisiológicas. Bater a cabeça e distúrbios de sono e distúrbios podem ser respostas à dor, que não podem ser expressos de outra forma. Discutir anormalidades fisiológicas provavelmente irá resultar em uma melhoria significativa no comportamento autista e, portanto, intervenções educativas mais eficazes. Pode haver um papel para SSRI e antipsicóticos para um pequeno número de crianças sem outras intervenções. Porém, a maioria destes medicamentos não é aprovada para uso em crianças, e existem poucos estudos que apóiam a eficácia.
Encaminhamentos para intervenção precoce são essenciais. Programas educacionais podem ter efeitos profundos, especialmente quando combinados com intervenções médicas que melhoram a atenção e o comportamento.
As 3 melhores intervenções médicas para considerar (os pais podem perguntar...)
1. Trato gastro-intestinal: Muitas crianças sofrem de diarréia, constipação, esofagite, gastrite, duodenite e colite, que podem ser responsáveis por uma variedade de sintomas como dores abdominais e acordar de noite. Muitos também têm crescimento de levedura no tubo digestivo.
Tente eliminar os laticínios (produtos lácteos), uma vez que não há provas convincentes de que um grande número destas crianças tenha alergias ou sensibilidades ao leite. Sensibilidades ao glúten também são bastante prevalentes e pode valer a pena tentar eliminá-lo (mais difícil fazê-lo). Isso é o que muitos se referem à dieta GF/CF, ou seja, sem gluteína ou caseína (consulte abaixo). A teoria de excesso de opiáceos também apóia esta dieta. O uso de medicamentos anti-fúngicos podem ser considerado, se a cultura de fezes mostrar um excesso de crescimento de levedura. Infelizmente, não há muitos especialistas GI ainda que façam avaliações e tratamentos de crianças com autismo. O programa LADDERS na Universidade Harvard pode ser um recurso para o encaminhamento de planos.
2. Desintoxicação: Existem boas evidências de que os caminhos para a desintoxicação são prejudicados em muitas destas crianças. O sulfato desempenha um papel importante e aproximadamente 90% das crianças autistas têm níveis muito baixos, o que significa que elas têm dificuldades em eliminar toxinas internas ou geradas dentro do organismo. O sulfato é crucial para a saúde do trato gastrointestinal. Substituir o sulfato pelo sulfato de magnésio (sal de Epson ou sal amargo) pode ajudar.
O acúmulo de metais pesados pode ter um papel também, mas a terapia de quelação só deve ser considerada depois de cuidadosos testes. A redução da carga de toxinas provavelmente beneficiará estas crianças. As toxinas podem ser ambientais (inseticidas, herbicidas, mercúrio, arsênico, fumaça de automóveis, etc) ou de produtos domésticos (formol, agentes de limpeza, compostos orgânicos voláteis, chumbo, etc). Também considere reduzir a ingestão de produtos alimentícios que contenham fenol (deficiência de transferase de fenol e enxofre), tais como maçãs.
3. Stress oxidativo: Caminhos de metilação e outros mecanismos antioxidantes são freqüentemente portadores de deficiência. A abilidade diminuída para inativar os radicais livres podem ter efeitos CNS significativos. Suplementos vitamínicos devem ser recomendados, especialmente porque muitas crianças com autismo têm padrões de dietas severamente limitados. Reduzir a ingestão de comidas altamente processadas (altas em radicais livres) também é indicado.
Conforme mencionado antes, por causa da variabilidade extrema desta doença, cada criança requer um plano de tratamento, mas não há exames médicos sólidos que determinem a eficácia destas intervenções. Não importa o quão imprecisos ou subjetivos eles possam ser, depender do relatório dos pais sobre as mudanças de comportamento pode ser a única opção. Felizmente, muitos pais são muito perceptivos às mudanças dos comportamentos dos seus filhos. Com o método de tentativa e erro, é importante acrescentar que mudanças de tratamento podem ser implementadas uma de cada vez. Boa sorte e mantenha a esperança viva!
Bibliografia
1. Horvath K, Patadimitriou JC, John C, et al. Gastrointestinal abnormalities in children with autistic disorder. Journal of Pediatrics, 1999 Nov: 135(5): 559-563
2. Buie T, Pediatric GastroEnterologist, Harvard, Massachusetts General Hospital, MA . Gastrointestinal function of children with autism Initial Autism Research Findings.
3. Knivsberg AM, Reichelt KL, Hoien T, Nodland M. A Randomized, Controlled Study of Dietary Intervention in Autistic Syndromes. Nutritional Neuroscience, 2002 Vol 5 (4), pp 251-261
4. Waring RH, Klovrza LV, Sulphur Metabolism in Autism. Journal of Nutritional and Environmental Medicine (2000)10, 25-32
5. Alberti A, Pirrone P, Elia M, Waring RH, Romano C. Sulphation Deficit in "low-functioning" autistic children: a pilot study. Biol. Psychiatry 1999: 46; 420-424
6. Yorbik O, Sayal A, Akay C, et al. Investigation of antioxidant enzymes in children with autistic disorder. Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. 2002 Nov; 67(5): 341-3
7. James SJ, Cutler P, Melnyk S, et al. Metabolic biomarkers of increased oxidative stress and impaired methylation capacity in children with autism. Am J Clin Nutr 2004 Dec: 80 (6): 1611-7
© 2007-2008 Autism Research Institute
http://www.autism.com/translations/pt/pt_treatingphysicial.htm


Data: 26/3/2009 comentário 4/6

Vitamina B6 (e magnésio) no tratamento do autismo

Rimland de Bernard, Ph.D.
Instituto de pesquisa de Autism
4182 Adams Avenue
San Diego, CA 92116

Todos os 18 estudos que eu conheço onde o uso da vitamina B6 foi avaliado para o tratamento de crianças autistias forneceram resultados positivos. Este é um registro nomínimo notável, já que muitas das drogas que foram avaliadas para o tratamento do autismo produziram resultados muito inconsistentes. Se uma droga mostrar resultados positivos em aproximadamente metade dos estudos de avaliação, a droga é considerada um sucesso e o seu uso é sugerido para pacientes autistias. Entretanto, apesar dos resultados notàvelmente consistentes na pesquisa do uso da vitamina B6 no tratamento do autismo, e apesar de ser imensamente mais segura do que qualquer outra das drogas usadas para crianças autistias, há no presente muito poucos médicos que o usam ou que advogam o seu uso no tratamento do autismo.
A pesquisa sobre o uso da vitamina B6 com crianças autistas começou nos anos 1960s. Em 1966 dois neurologists Britânicos, o A.F. Heeley e o G.E. Roberts, relataram que 11 de 19 crianças autistas Excretaram metabolitos anormais quando submetidos ao teste de sobrecarga de triptofano.
Dando a estas crianças uma única dose de 30mg da vitamina B6 normalizou a urina das mesmas; entretanto, nenhum estudo de comportamento foi feito. O investigator alemão, V.E. Bonisch, relatou em 1968 que 12 de 16 crianças autistas mostraram uma melhora considerável de comportamento quando tomaram doses elevadas (100 mg a 600 mg por o dia) da vitamina B6. Três dos pacientes do Bonisch falaram para a primeira vez depois que a vitamina B6 foi administrada neste ensaio clinico aberto.
Após meu livro "Infantile Autism" (Autismo Infantil) foi publicado em 1964, eu comecei a receber centenas das cartas de pais de crianças autistas de todo os Estados Unidos, incluindo alguns que haviam tentado o que na época era a nova "terapia da megavitamina" em suas crianças autistas. A maioria tinham começado a experimentar com as várias vitaminas em suas crianças autistas em conseqüência dos livros publicados por escritores populares na área de nutrição. Eu inicialmente era completamente cético sobre a melhoria notável que estava sendo relatada por alguns destes pais, mas conforme a evidência foi acumulando-se, meu interesse foi despertado. Um questionário emitido aos 1.000 pais que tinha na minha lista na época revelou que 57 tinham experimentado com doses grandes das vitaminas. Muitos tinham visto resultados positivos em suas crianças. Em conseqüência, eu empreendi um estudo em grande escala, com mais de 200 crianças autistas, usando megadose da vitamina B6, do Niacinamida, do Ácido Pantotenico , e da vitamina C, junto com uma capsula de uma multi-vitaminas projetada especialmente para o estudo. As crianças estavam vivendo com seus pais e viviam em diferentes partes dos ESTADOS UNIDOS e do Canadá, e cada um foi supervisionado pelo médico da família. (Mais de 600 pais se ofereceram para o estudo, porém a maioria deles não puderam obter a supervisão necessária devido ao ceticismo dos seus médicos.)
No fim do quarto mês do estudo estava claro que a vitamina B6 era a mais importante das quatro vitaminas que nós tínhamos investigado, e que em alguns casos trouxe a melhora notável. Entre 30% e 40% das crianças mostraram melhora significativa quando a vitamina B6 lhes foi dada. Algumas das crianças mostraram efeitos colaterais pequenos (irritabilidade, sensibilidade à sons e enurese = xixi na cama), mas estes efeitos colaterais acabaram rapidamente quando o magnésio foi adicionado, e o magnésio confirmou benefícios adicionais.
Dois anos mais tarde dois colegas e eu iniciamos um segundo estudo experimental do uso da terapia da megavitamina em crianças autistas, desta vez focando na vitamina B6 e magnésio. Meus co-investigators foram os professores Enoch Callaway da Universidade do Centro Médico da Califórnia em São Francisco e Pierre Dreyfus da Universidade do Centro Médico da Califórnia em Davis. O estudo duplo cego placebo controlado utilizou 16 crianças autistas, e mais uma vez as estatìsticas mostraram resultados significativos. Para a maioria de crianças a dose da vitamina B6 variava entre 300 mg e 500 mg por o dia. Centenas de mg/dia de magnésio e uma capsula de múltiplas vitamnas Bs foram dadas também, para previnir às deficiências induzidas pela B6 destes outros nutrientes. (Em todas as probabilidades, desconfortos como dormencia ou formigamento temporarios resultando das megadoses de B6, relatados pelo Schaumburg e colaboradores, eram o resultado de deficiências induzidas pelo uso da vitamina B6 sozinha em quantidades enormes -- (uma coisa tola de ser fazer - tomar a B6 sozinha em quantidades enormes).
Nos dois estudos as crianças mostraram uma notável quantidade de benefícios com o uso da vitamina B6. Havia um contato ocular melhor, menos comportamentos repetitivos e auto-estimulatório, menos ataques de raiva e mal humor, mais interesse no mundo em torno deles, menos frustrações, mais linguagem, e no general as crianças tornaram-se mais normais, embora não curadas completamente.
Pessoas variam enormemente em sua necessidade da vitamina B6. As crianças que mostraram a melhora sob a vitamina B6 melhoraram porque necessitavam extra vitamina B6. Autismo em muitos casos é uma sindrome da dependência da vitamina B6.
Após ter terminado sua participação em nosso estudo, o professor Callaway visitou a França, onde persuadiu o professor Gilbert LeLord e seus colegas em fazer pesquisa adicional sobre B6/magnésio nas crianças autistas. Os pesquisadores Franceses, embora céticos que uma coisa tão simples como uma vitamina poderia influenciar uma desordem tão profunda quanto o autismo, transformaram-se em crentes depois do primeiro experimento que foi relutantemente empreendido, feita com 44 crianças hospitalizadas. Eles têm publicado desde então seis estudos que avalíam o uso da vitamina B6, com e sem o Magnésio adicional, em crianças e em adultos autistas. Seus estudos tipicamente usaram uma grama por dia da vitamina B6 e meia grama do Magnésio.
LeLord e seus colegas mediram não somente o comportamento das crianças autistas, mas tambem a excreção do ácido homovanilico pelas criancas autistas (HVA) e outros metabolitos na urina. Adicionalmente, fizeram diversos estudos em que os efeitos da vitamina B6 e/ou do magnésio na atividade elétrica do cérebro dos pacientes foram analisados. Todos estes estudos produziram resultados positivos.
LeLord e seus colaboradores, resumiram recentemente seus resultados em 91 pacientes: 14% melhoraram significantemente, 33% melhoraram, 42% não mostraram nenhuma melhora, e 11% pioraram. Anotaram que "em todos nossos estudos, nenhum efeito colateral foi observado…." Também, nenhum efeito colateral físico foi visto.
Diversos estudos recentes por dois grupos de pesquisadores dos ESTADOS UNIDOS, Thomas Gualtieri e outros., na Universidade da Carolina do Norte, e George Ellman e outros., no Hospital Estadual de Sonoma em Califórnia, mostraram também resultados positivos em pacientes autistas.
Nenhum paciente foi curado com o tratamento da vitamina B6 e do magnésio, porém houveram muitos exemplos onde a melhora significante foi obtida. Em um caso específico um paciente autista de 18 anos de idade estava a ponto de ser rejeitado do terceiro hospital mental em sua cidade. Mesmo com as quantidades maciças de drogas não tiveram nenhum efeito nele, e foi considerado demasiado violento para ser mantido no hospital. O psiquiatra tentou B6/magnésio como um último recurso. O jovem se acalmou muito rapidamente. O psiquiatra relatatou em uma reunião que tinha visitado a família e tinha encontrado recentemente o jovem e ele estava uma nova pessoa, agradável e fácil de lidar que cantou e tocou sua guitarra para ela.
Um outro exemplo: uma mãe desesperada me ligou para pedir informação sobre orgãos protetores em sua cidade, porque seu filho autista de 25 anos de idade estava a ponto de ser expulso devido ao seu comportamento não conrolável. Eu não conhecia nenhuma outra opção para o rapaz, mas sugeri que a mãe tentasse o Super Nu-Thera, um suplemento que contêm B6, magnésio e outros nutrientes. Dentro de algumas semanas esta mãe me ligou outra vez para dizer com enorme felicidade que seu filho estava muito bem agora e seu pagamento no trabalho se sido aumentado dramáticamente do pagamento mínimo de $1.50 por semana para $25 por semana.
Vendo os consistentes resultados, a segurança e a eficácia dos nutrientes B6 e magnésio em tratar indivíduos autistas, e contando com os inevitável efeitos colaterais curtos e/ou a longo prazo do uso de drogas, me parece certamente que esta abordagem segura e racional deve ser tentada antes que as drogas estejam empregadas.
© 2007-2008 Autism Research Institute
http://www.autism.com/translations/pt/pt_vitaminab6.htm


Data: 24/11/2010 comentário 5/6

Tenho dois meninos gêmeos, hoje, com 3 anos e 7 meses. Estão dentro do espectro autista. A comunicação verbal dos dois restringe apenas a ecolalia (não possuem fala funcional) já fizemos vários tratamentos e nenhum surtil efeito que superasse as nossas expectativas. Já usei DMG, DMS, omega 3, B6, lactobacílus, L teanina, L triptotfano, etc. Todos com receita médica.
O diagnóstico varia entre: autismo clássico, autismo infantil, (sem retardo mental, com possível retardo mental, etc) Cada médico diz uma coisa diferente. Um diz que se desenvolverão outro diz que eles têm pouca chance de ter autonomia quando adultos.
Sei que existe um luz, algo que possa ajudá-los verdadeiramente, mas ainda não encontrei. Há! Eles tambem fazem a dieta sem glutem e sem lactose, mas a do glutem já quebraram na escola e não vi diferença alguma. Eles são alegres, carinhos e demonstram muita esperteza para realizar muitas atividades, mas estão consideravelmente fora do que se considera normal.

Aguardo retorno

fabiana_ssr@hotmail.com


Data: 24/1/2013 comentário 6/6

Oi meu filho foi diagnosticado com TID com espectro autista e quero saber o que é DMG?A neuropediatra que o diagnosticou e fizemos exames e não tem retardo mental e sua dificuldade está na interatividade social e na linguagem.Tem dificuldade no sono e as vezes fica nervoso e grita muito.Como é essa vitaminaB6/magnésio,tem efeitos colaterais?
Deraldo Jose´
deraldojose@yahoo.com.br


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Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva