AUTISMO
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Reportagens sobre autismo


Data: 7/10/2009 comentário 1/6




Estímulo à vida
A postura familiar diante do transtorno é parte decisiva tanto no processo de melhoria dos sintomas quanto da socialização de pessoas autistas


fonte: http://www.revistaviverbrasil.com.br/materia_01.php?edicao_sessao_id=499
Capa
Texto: Elisângela Orlando | Fotos: Pedro Vilela
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Érica Fornero com Deilly Diniz: estimulação é feita durante atividades cotidianas
Eles não vivem em um universo paralelo ou estão isolados em outra dimensão. São como nós. O mundo deles é o nosso mundo. A diferença é que eles não entendem como tudo funciona. Desconhecem as regras sociais, mas são capazes de aprendê-las. Em muitos casos, conseguem levar uma vida praticamente normal. Para isso, precisam percorrer um caminho longo e árduo, é verdade. O autismo não está estampado no rosto nem tatuado na pele. Talvez você conviva com um deles sem saber. É um transtorno do comportamento que ainda suscita muitas dúvidas, mas que, aos poucos, está deixando de ser um bicho de sete cabeças.

Há alguns anos, após um olhar superficial, alguém poderia dizer que é impossível se relacionar com um autista. Ledo engano. A pessoa com essa síndrome tem apenas um comprometimento na forma como interage com o outro. Também possui dificuldades de comunicação e, não raro, seus comportamentos não têm sentido para nós. O que pouca gente sabe, porém, é que essas não são barreiras intransponíveis. A ponte existe e pode ser atravessada. Basta saber como e onde pisar.

De uma forma simples, pode-se dizer que o autismo é uma síndrome do comportamento com a qual a criança nasce ou que aparece até os 3 anos de idade. O ponto central do transtorno são as dificuldades de interagir com outras pessoas, principalmente com as da mesma idade, explica o psiquiatra infantil Walter Camargos, uma das principais referências sobre autismo no Brasil. A família de Alexandre Augusto Albu­querque Corrêa parece ter encontrado a trilha certa para estimular a socialização e o desenvolvimento 8 do filho. O adolescente em nada lembra a ideia estereotipada que a sociedade tem do autista de modo ge­ral. Aos 15 anos, ele pratica equitação e domina como ninguém as rédeas do cavalo. Seu professor, o fisioterapeuta Marco An­tônio de Car­valho Câmara, acredita que, futuramente, Alexandre poderá, até mes­mo, competir profissionalmente.

Para conferir os bastidores desta matéria, clique aqui.




Tudo começou com as aulas de equoterapia, método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde e educação. Busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portado­ras de deficiência física ou intelectual. Marco Antônio, que já foi cavaleiro profissional, percebeu que, aos poucos, Alexandre perdeu o me­do do animal e que era capaz de ir além – algo que, há 13 anos, quando foram surpreendidos com o diagnós­tico do filho, era praticamente impensável para os pais do garoto.

Só quem conhece as limitações que uma criança autista pode ter se não for bem assistida sabe o que isso significa. Além de montar a cavalo, Alexandre aprendeu a andar de bicicleta, pratica natação, faz aulas de pintura e cerâmica, frequenta a escola regular com alunos de sua idade e também a especial, e realiza terapias multidisciplinares.

Chegar a esse patamar não foi fácil. O pai, o engenheiro Eduardo Henrique Corrêa da Silva, reconhece que ainda há uma longa estrada. Ele lembra que começou a suspeitar que Alexandre era “diferente” quando o menino tinha pouco mais de um ano. “Ele era agitado, não se socializava com as demais crianças e não falava”, conta. Após uma consulta, o pediatra aconselhou os pais a levarem o garoto a uma psicóloga, que afirmou que ele não era autista.

O diagnóstico veio seis meses mais tarde, tendo sido confirmado por um psiquiatra, um neuropediatra e por uma equipe multidisciplinar do Centro de Referência da Criança em Sete Lagoas. Alexandre fez ainda uma série de exames no sentido de verificar a existência de qualquer outro tipo de doença. Todos deram resultados normais e o diagnóstico de autismo foi ratificado.

O psiquiatra Walter Camargos explica que a maioria das crianças que nascem autistas sofre de outros transtornos médicos como paralisia cerebral, epilepsia e hipotonia muscular. Segundo ele, 75% das pessoas com o transtorno têm algum tipo de deficiência mental. Os que não têm prejuízo intelectual são chamados de autistas de alto desem­penho ou de alto funcionamento. Mui­tos podem, inclusive, ter inteligência superior à da média da população, o que não impede que apresentem os sintomas que caracterizam a síndro­me. “Quando esses autistas não possuem problemas na fala, diz-se que eles têm Síndrome de Asperger”, informa.


No entanto, mesmo que o autista tenha um bom nível de inteligência, se ele não possuir uma família estruturada que invista em seu desenvolvimento, as chances de melhora são pequenas. Essa é a razão porque a história de Alexandre é um bom exemplo de como é possível fazer com que a criança autista aprenda as regras sociais, interaja com outras pessoas e desenvolva mais autonomia e autoconfiança. Isso porque o tratamento consiste, basicamente, em reabilitação, o que engloba escola, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e orientação à família.

Esse tipo de tratamento é disponibilizado pe­la rede pública de saúde, como no Centro Psíquico da Adolescência e Infância – Cepai (ver quadro). A fonoaudióloga Érica Go­mes Fornero trabalha há 12 anos no Cepai e se especializou no atendimento a autistas. O acompanhamento deste profissional é fundamental para que a criança possa aprender a desenvolver condutas simbólicas socialmente adequadas. Érica expli­ca que o exercício de estimulação é feito nos ambientes usuais em que a criança realiza suas atividades diárias como, por exemplo, na hora do almoço, de escovar os dentes, de tomar banho ou no ato de regar plantas. De forma bastante simplificada, pode-se dizer que ela trabalha noções de causa e efeito comunicativas para que o autista faça associações da palavra, do som que ela ouve, com seu objeto de desejo. “A partir do momento que consigo fazer isso, a criança já tem imagens mentais necessárias para que possa falar.”

Foi o que aconteceu com Deilly Diniz Gon­zaga, 8 anos, que faz acompanhamento com a fonoaudi­ó­loga desde os 4. Segundo a mãe, Cristiene Diniz Martins, Deilly começou a falar aos 6, quan­do passou a ser estimulada pela especialista durante o horário do almoço. “Hoje, ela já está aprendendo a pedir”, conta a mãe, que aplica as mesmas técnicas em ca­sa, o que demonstra, mais uma vez, que a participação e o incentivo da família são preponderantes para a obtenção de êxito nas terapias.

Quem também está feliz com os avanços obtidos pela filha é Karine Gabriela Nunes, mãe de Amanda, de apenas 3 anos. A menina faz terapia com a fonoaudióloga há um ano e, desde então, já obteve diversos avanços. “Ela está mais calma, passou a aceitar o convívio com outras pessoas e a firmar o olhar. Já sabe pedir água e apontar o objeto que quer”, diz Karine, que também estimula Amanda em casa. Quanto mais cedo a criança iniciar a terapia multidisciplinar, mais chances ela terá de obter um desenvolvimento expressivo, alerta o psiquiatra Walter Camargos.


Com dedicação e esforço, muitos autistas conseguem não só aprender a falar, como também a ler e escrever. Hoje, existem métodos específicos para a alfabetização de pessoas com o transtorno. A psicóloga e mestre em educação especial Camila Graciella Santos Gomes assinala que, antes de ensinar a ler, é preciso identificar quais são as dificuldades do autista e, a partir daí, realizar intervenções. Ela frisa que só quando a criança conseguir fixar a atenção por mais de 15 a 20 minutos e criar relações entre figuras e palavras é que o trabalho com grupos silábicos pode ser iniciado. “A idade mais adequada para iniciar esse processo é a partir dos 4 anos.”

O acompanhamento psicológico da criança e também da família é outro fator importante para o desenvolvimento. “O objetivo é tratar aquilo que parece ser invasivo para o autista e que causa reações desagradáveis para ele, como o toque e o som. A intenção é conseguir formas de entrar em contato com a criança de maneira que não seja hostil para ela, dando dimensão diferente para a voz, por exemplo, e estabelecendo laços”, explica o psicanalista e psicólogo Marcelo Bizzoto Pinto, especializado no atendimento a autistas.

Em alguns casos, porém, as limitações causadas pelo transtorno são tão significativas que, em associação com outras doenças, impedem não só o autista, mas toda a família de levar uma vida mais próxima da normalidade. Em gêmeos, esse quadro é ainda mais grave. É o que acontece com os irmãos Ga­briel e Rafael, 15 anos. Diagnosticados quando tinham pouco mais de 2 anos, iniciaram as terapias indicadas pelo médico psiquiatra desde o princípio, conta a mãe, Rosângela Maria Souza França. Hoje, 13 anos depois, eles necessitam de atenção especial 24 horas por dia. Na casa onde moram, não há mais vidraças, quebradas durante crises agudas. Como a família possui poucos recursos financeiros, levá-los à escola não é tarefa fácil. De­primida, Rosângela, que vive com o auxílio do benefício que recebe do estado, luta para obter ajuda para reformar a casa e adequá-la às necessidades dos garotos. Apesar do cansaço, o amor de mãe fala mais alto. “Eles são carinhosos.”

Mesmo entre os autistas de alto desempenho é possível identificar inúmeras dificuldades enfrentadas não só por quem tem o transtorno, mas por quem convive com ele. Que o diga a aposentada Lília Borges de Souza, mãe de Henrique, 37 anos, a quem ela preferiu preservar na reportagem. Quando o filho foi diagnosticado, pouco se sabia a respeito da síndrome e as terapias disponíveis à época eram limitadas. Mesmo sendo muito inteligente e tendo concluído o ensino médio, Lília conta que o filho não tem autonomia. Por isso, questiona o termo “alto funcionamento”. “A denominação seria correta se ele fosse independente, mas não é o caso. Minha maior preocupação é quanto ao futuro dele”, desabafa. O mais importante é saber di­ferenciar o que é mito do que é ver­dade quando o assunto é autis­mo. Em todos os casos, porém, o preconceito é, de longe, a maior limitação que o autista pode enfrentar.

O que é?
De acordo com o Cadastro Internacional de Doenças – 10ª edição (CID-10), o autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento, sendo caracterizado por desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três
anos, apresentando perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes:
- interações sociais
- comunicação
- comportamento focalizado e repetitivo

Em geral é acompanhado por outras manifestações inespecíficas como, por exemplo, fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade, entre outras

Causas
Não há ainda uma causa definida, mas existem diversas suposições. O que
mais se defende hoje é que seja de ordem genética, ativada por um fator ambiental desconhecido

Tratamento
Não há tratamento para o autismo, mas sim para sintomas como irritabilidade,
agressividade, dificuldade para dormir, oscilações de humor etc

Saiba mais
- De acordo com a definição da Associação Americana de Autismo, a síndrome é quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.
É encontrada em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social

- O autismo pode ocorrer isoladamente ou em associação com outros distúrbios que afetam o funcionamento do cérebro, tais como Síndrome de Down e epilepsia. Os sintomas mudam e alguns podem até desaparecer com a idade

- O Q.I. de crianças autistas, em aproximadamente 60% dos casos, é abaixo dos 50, 20% entre 50 e 70 e apenas 20% tem inteligência maior do que 70 pontos. Esses números são questionados por alguns estudiosos, pois as metodologias de avaliação não são exatas e muitas vezes os métodos não se aplicam ao autista, que normalmente não se deixa ser testado

- O diagnóstico é feito geralmente por um psiquiatra infantil, psicólogo ou neurologista. Existe muita dificuldade ainda hoje para se obter o diagnóstico, pois, no Brasil, existem apenas 400 psiquiatras infantis, por exemplo


Fontes: Associação Brasileira de Autismo (Abra); psiquiatra Walter Camargos; Associação de Amigos do Autista de São Paulo (AMA-SP), Eduardo Henrique Corrêa da Silva

Atendimento pelo SUS em BH
- Centro Psíquico da Adolescência e Infância (Cepai) – oferece atendimento a crianças e jovens nas áreas de psiquiatria, neurologia, pediatria, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional, serviço social e psicologia. Consultas podem ser agendadas pelo telefone (31) 3235-3000

- Hospital Infantil João Paulo II – a partir de 26 de outubro, o antigo CGP contará com ambulatório de Transtornos Complexos do Desenvolvimento.
As consultas serão às segundas-feiras, a partir das 16 horas e podem ser marcadas pelos telefones (31) 3239-9035 ou (31) 3239-9120

Mitos e verdades
Mito: Os autistas têm mundo próprio
Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas não um mundo próprio. Para eles, comunicar é algo difícil e, como poucas pessoas compreendem isso, os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas ajuda a acabar com estes conflitos

Mito: Têm inteligência acima da média
Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas têm variações de inteligência se comparados um ao outro. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental

Mito: Os autistas não gostam de carinho
Verdade: alguns autistas têm dificuldades com relação à sensação tátil e podem sentir-se sufocados com um abraço, por exemplo. Procure avisar antes que vai abraçá-lo. Com o tempo esta fase será dispensada

Mito: Eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados
Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, podendo acontecer em qualquer família. Essa teoria vigorou no início do século passado e foi abandonada pouco tempo depois

Mito: Os autistas não gostam das pessoas
Verdade: os problemas de comunicação deles os impedem de ser carinhosos ou expressivos

Mito: Eles não entendem nada do que está acontecendo
Verdade: os autistas podem entender o que se passa ao redor deles. Como nossa medida de entendimento se dá pela expressão verbal, se a pessoa não fala acreditamos que ela pode não estar entendendo o que acontece à sua volta

Mito: Eles gritam porque são mal educados
Verdade: o autista tem um comprometimento na comunicação e prefere a segurança da rotina. Assim, um caminho novo, por exemplo, pode levá-lo a uma tentativa desesperada de comunicação e, para isso, ele costuma usar o que sabe fazer melhor: gritar e espernear

Fonte: http://www.bengalalegal.com/autismo.php

Confira o vídeo desta matéria, a partir de segunda-feira, 5 de outubro.


Data: 17/10/2009 comentário 2/6

Desligados do mundo

Dificuldades de comunicação dos autistas e mitos sobre a doença são os maiores obstáculos para a socialização


17 de outubro de 2009 | N° 16127
Fonte: Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2687392.xml&template=3898.dwt&edition=13331§ion=1028

O autista parece desconectado do mundo. Não consegue se relacionar com ninguém nem é capaz de manter uma simples conversa. Não bastasse isso, a doença ainda é cercada por mitos que erguem outras barreiras ao redor do paciente, impondo um isolamento maior. Um dos mais prejudiciais é achar que a condição é consequência da falta de amor dos pais. Essa hipótese, elaborada pelo austríaco Leo Kanner, surgiu logo no início dos estudos sobre a enfermidade. Apesar de ter sido descartada anos depois, o mito se mantém vivo ainda hoje e incomoda os familiares. Além de estarem erradas, essas falsas concepções atrapalham os portadores, reduzindo suas chances de integração à sociedade. Para um tratamento eficiente, o primeiro passo é derrubar os mitos.

Outra falsa ideia que rodeia o autismo é a da genialidade, que ganhou força graças a Hollywood. No filme Rain Man (1988), o vencedor do Oscar Dustin Hoffman interpretava um paciente com sérios distúrbios de comunicação. Em contrapartida, exibia uma inteligência espantosa, antecipando lances em jogos de cartas e ganhando dinheiro em cassinos. Apesar de altas habilidades estarem presentes em casos raros, o filme popularizou a ideia de que autistas são pessoas incrivelmente inteligentes. Mas na maior parte dos casos não são. Uma grande parcela dos portadores apresenta retardo mental. Por isso, têm grande dificuldade de aprendizado e podem apresentar comportamentos como machucar-se de propósito ou bater com a cabeça contra a parede. Além disso, a dificuldade de relacionamento diminui em muito as chances de que se tornem gênios.

Outro equívoco é crer que habitam um mundo particular, onde vivem felizes.

– Apesar de estarem, na maioria das vezes, sozinhos e pensativos, os autistas não criam um universo paralelo. Há uma enorme dificuldade de interação social e comunicação que limita sua participação na sociedade, tornando-o um indivíduo isolado, com maneiras e rotinas peculiares – explica o psiquiatra Emílio Salle.

A origem do autismo, na verdade, nunca foi descoberta. Acredita-se que seja uma deficiência neurológica intimamente ligada à condição genética. Na semana passada, a revista científica britânica Nature publicou um trabalho da universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que identificou diversos genes ligados ao autismo, avançando no mapeamento da doença.

– Os pacientes podem nascer com forte predisposição ou adquiri-la durante os 18 primeiros meses de vida. A ciência já encontrou várias alterações genéticas ligadas ao autismo, mas nenhuma delas é determinante, já que em numerosos casos não há registro de alteração genética nem neurológica – explica o psicanalista Alfredo Jerusalinsky, que discute o tema neste final de semana, durante a jornada Estruturas Freudianas da Associação Psicanalítica de Porto Alegre.

daniel.cardoso@zerohora.com.br

DANIEL CARDOSOFalsas concepções
Saiba qual é a verdade por trás de alguns mitos a respeito do autismo:
AUTISTAS NÃO GOSTAM DE PESSOAS
> Os portadores da doença amam muito, seja os familiares ou outras pessoas do convívio. O problema é que nem sempre sabem como demonstrar afeto. Os pacientes também são sensíveis ao ambiente onde vivem. Se a família está triste, podem ficar tristes. Se está rodeado de familiares felizes, é contagiado pela alegria.
O AUTISMO RESULTA DA FALTA DE AMOR
> O mito surgiu quando o primeiro pesquisador a identificar o autismo atribuiu o fato às “mães geladeira”, sem emoção. Anos depois, a hipótese foi revista, e a falta de amor acabou sendo descartada como causa da doença. O engano persiste por causa da dificuldade dos pais em se relacionar com os filhos.
AUTISTAS GOSTAM DE FICAR SOZINHOS
> O isolamento é consequência da dificuldade de comunicação. Com o tratamento, os pacientes podem conseguir se expressar melhor e passar a viver em harmonia com as pessoas à volta. Isso demanda uma boa dose de esforço e paciência – do autista, da família, dos colegas, dos médicos.
A DOENÇA É PSICOLÓGICA
> O autismo é uma doença, ao mesmo tempo, neurológica, genética e psicológica, que afeta principalmente a capacidade de comunicação. Muitos autistas não conseguem interpretar os dados que recebem porque as informações não são “filtradas” corretamente pelo cérebro. Exemplo: uma mão espalmada usada como sinal para parar. Um autista pode não conseguir ou demorar a entender isso, enxergando apenas a mão aberta.

Daniel Cardoso
daniel.cardoso@zerohora.com.br


Data: 7/3/2010 comentário 3/6

Tenho 46 anos e sou mãe de um adolescente (16 anos) diagnosticado a 2 anos como autista alto suficiente.
Pesquisando, percebo que esse termo esta sempre junto com o diagnóstico de asperguer (foi o primeiro diagnóstico do meu filho, corrigido depois pela psiquiatra)porém, considero vagas as informações porque os pacientes tem várias depedências e não é claro se podemos chegar ao nível total de funcionamento ou indepedência. Aflige a idéia de ser mãe de um adulto depedente.
Me aflige no sentido de que em algum momento da vida ele terá que sobreviver sozinho. Conseguirá?


Data: 19/7/2010 comentário 4/6

Eu estou com 55 anos e tenho um filho com a síndrome de asperger.O que me dá medo e se ele poderá ser um adulto independente.Ficamos inseguras, e vamos buscando mais informações sobre a síndrome. Pelomenos temos quue tentar. Temos muito que aprendermos com eles.


Data: 15/9/2010 comentário 5/6

Gostaria de saber a difenença ente síndrome de Asperger e Autismo.


Data: 10/2/2011 comentário 6/6

Como os pais podem ajudar na independencia futura de uma criança com autismo?Isso é possivel?


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Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva