AUTISMO
DISCUSSÕES E COMENTÁRIOS
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Pesquisas - Causas


Data: 5/4/2009 comentário 1/17

QUINTA-FEIRA, 2 abr (HealthDay News)

Os baixos níveis de hormônios de estresse pode ser responsável pela obsessão com a rotina e não gostam de novas experiências comuns em crianças com um certo tipo de autismo.

UK researchers found that children with Asperger syndrome (AS) do not experience the normal twofold increase of cortisol upon waking up. Levels of the hormone in their bodies do continue to decrease throughout the day, though, just as they do in those without the syndrome.

Reino Unido pesquisadores descobriram que as crianças com Síndrome de Asperger (SA) não experimentar o duplo aumento normal de cortisol após despertar. Níveis do hormônio no seu corpo que continuará a diminuir ao longo do dia, porém, tal como acontece em pessoas sem a síndrome .


The body produces cortisol, among other hormones, in stressful situations . Cortisol increases blood pressure and blood sugar levels, among other duties, to signal the body's need to adapt to changes occurring around it. O corpo produz cortisol, entre outros hormônios, em situações estressantes.

Cortisol aumentos da pressão arterial e níveis de açúcar no sangue, entre outras funções, para assinalar o corpo da necessidade de se adaptar às mudanças que ocorrem em torno dela.

It's thought that the increase shortly after waking helps jump-start the brain for the day ahead, the researchers said.

Pensa-se que o aumento logo após acordar ajuda jump-start o cérebro para os próximos dias, os investigadores disse.


People with Asperger syndrome notably have very repetitive or narrow patterns of thought and behavior, such as being obsessed with either a single object or topic.

Pessoas com Síndrome de Asperger, nomeadamente ter muito repetitiva ou estreitos padrões de pensamento e de comportamento, tais como sendo obcecada com qualquer um único objeto ou tema.

Though tending to become experts in this limited domain, they have otherwise very limited social skills, according to the study.

Embora tendam a se tornar especialistas neste domínio limitado, eles têm outra forma muito limitada e aptidões sociais, de acordo com o estudo.

"Although these are early days, we think this difference in stress hormone levels could be really significant in explaining why children with AS are less able to react and cope with unexpected change," study co-leader Mark Brosnan, from the psychology department at the University of Bath, said in a news release issued by the school.

"Embora estes primeiros dias são, pensamos que esta diferença de estresse níveis hormonais poderia ser realmente significativo para explicar por que crianças com SA são menos capazes de reagir e enfrentar a mudança inesperada," estudo de co-líder Mark Brosnan, a partir do departamento de psicologia da Universidade de Bath, disse em um comunicado emitido pela escola.

If these Asperger symptoms are caused primarily by stress, caregivers could learn to steer children away from situations that would add to anxiety, the researchers said.

Asperger Se estes sintomas são causados principalmente por estresse, os profissionais de saúde pudessem aprender a orientar as crianças longe de situações que gostaria de acrescentar a ansiedade, os investigadores disse.

"This study suggests that children with AS may not adjust normally to the challenge of a new environment on waking," study researcher David Jessop, from the University of Bristol , said in the news release.

"Este estudo sugere que as crianças com SA não pode ajustar normalmente para o desafio de um novo ambiente em vigília", estudo pesquisador David Jessop, da Universidade de Bristol, disse no comunicado.

"This may affect the way they subsequently engage with the world around them." "Isso pode afetar a maneira como eles posteriormente envolver com o mundo em torno deles."

The researchers, whose findings were published in the journal Psychoneuroendocrinology , will next study if this lack of cortisol upon waking also occurs in children with other types of autism.

Os pesquisadores, cujos resultados foram publicados na revista Psychoneuroendocrinology, no próximo estudo, se esta falta de cortisol ao acordar também ocorre em crianças com outros tipos de autismo.


More information Mais informações


The US National Institute of Neurological Disorders and Stroke has more about Asperger syndrome . Os E.U. National Institute of Neurological Disorders and stroke tem mais sobre a Síndrome de Asperger.


Data: 6/4/2009 comentário 2/17

O papel do hormônio do stress na síndrome de Asperger

Necessidade de rotina e resistência a mudanças são características que parecem estar associadas a baixos níveis do hormônio cortisol em crianças com síndrome de Asperger, um dos transtornos do espectro autista, segundo estudo publicado na revista Psychoneuroendocrinolgy por cientistas da Universidade de Bath, Reino Unido. Em condições normais, os pacientes apresentam um pico de secreção de cortisol, também conhecido como hormônio do stress, logo após o despertar matutino, fenômeno que aumenta o alerta e prepara o cérebro e o corpo para os acontecimentos do dia, ao longo do qual a concentração do hormônio diminui lentamente.

O estudo constatou que, nas crianças com síndrome de Asperger, não foi detectado pico de cortisol, ainda que a sua concentração também tenha caído levemente ao longo das 24 horas. “Trata-se de um estudo preliminar, mas que sugere que essa diferença no padrão de secreção de cortisol poderia explicar porque estas crianças são menos hábeis para reagir e lidar com mudanças inesperadas”, afirma o psicólogo Mark Brosnan, coordenador do estudo.

Os autores esperam que a compreensão dos sintomas da síndrome como uma resposta alterada ao stress possa ajudar a criar estratégias terapêuticas mais eficazes. Segundo eles, o passo seguinte é investigar se o mesmo fenômeno hormonal ocorre também em crianças portadoras de outros transtornos do espectro autista.

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/o_papel_do_hormonio_do_stress_na_sindrome_de_asperger.html


Data: 14/4/2009 comentário 3/17


Cientistas Encontrar uma "aparente" Relação entre Autismo e pisos de Vinil

http://www.sciam.com/article.cfm?id=link-between-autism-and-vinyl


Crianças suecas que vivem em casas com pisos de vinil são mais susceptíveis de ter autismo, de acordo com um novo estudo, mas o que está por trás desta ligação ainda não é claro.


Por Marla Cone e Saúde Ambiental Notícias


Vinil é ruim para bebês? Casais com filhos e pavimentação de vinil em suas salas tiveram uma taxa mais elevada de autismo do que aqueles que não, de acordo com um estudo recente. Crianças que vivem em casas com pisos de vinil, que pode emitir químicos chamados “phthalates”, são mais susceptíveis de ter autismo, de acordo com a investigação realizada por cientistas suecos e E.U. publicada segunda-feira.

O estudo das crianças suecas está entre os primeiros a encontrar uma aparente ligação entre um ambiente químico e autismo.

Os cientistas foram surpreendidos pela sua conclusão, dizendo que isto esta "longe de ser conclusivos." Devido ao fato de que sua investigação não era voltada para o autismo, eles recomendam um estudo mais aprofundado com um numero maior de crianças para ver se a ligação pode ser confirmada.

Bernard Weiss, um professor de medicina ambiental na Universidade de Rochester e um co-autor do estudo, disse que a ligação entre autismo e pavimentação de vinil "surgiu quase por acidente." Ele diz que isto é "intrigante e desconcertante ao mesmo tempo."

Os peritos suspeitam que fatores genéticos e ambientais se combinam para causar autismo, um distúrbio neurológico que aumentou dramaticamente em crianças ao longo dos últimos 20 anos.

Neste novo estudo, famílias suecas foram questionadas sobre o tipo de piso, como parte da pesquisa que investigava alergias e poluentes do ar. “Phthalates”, sao usados para fazer plástico macio, e em estudos anteriores tinham sido vinculados a alergias e asma.

O estudo foi baseado em levantamento de dados com varias questões relacionadas ao ambiente doméstico. Do estudo de 4779 crianças com idades compreendidas entre os 6 e 8, 72 tinham autismo, incluindo 60 meninos.

Os pesquisadores descobriram quatro fatores ambientais associados com o autismo: pavimentação de vinil, o tabagismo da mãe, a família com problemas económicos e condensação nas janelas, o que indica má ventilação.

Lactentes ou crianças que viviam em quartos com piso de vinil, ou PVC, tiveram duas vezes mais chances de ter autismo cinco anos mais tarde, em 2005, do que aqueles com piso de madeira ou linóleo.

"A maior proporção de crianças com desordens do espectro autista foram observadas por ter PVC como material de pavimentação no quarto das criança e no quarto dos pais em 2000, em comparação com crianças sem desordens do espectro autista, escreveram os cientistas na revista Neurotoxicology. "Além disso, as crianças com desordem do espectro autista foram observadas por viver em casas com mais condensação interior, o que ... pode ser visto como um indicador de deficiente ventilação."

As crianças no estudo também tiveram duas vezes mais chances de ter autismo se suas mães eram fumantes. Estas crianças autistas também estavam mais propensos a ter asma.

O chumbo foi pesquisador Carl Gustav Bornehag-Universidade de Karlstad, na Suécia, que em 2004 encontrou uma taxa elevada de asma e alergias entre crianças que vivem em lares com poeira contendo “Phthalates”.

Os cientistas relataram que eles não sabem se asma e autismo estão relacionados, ou se os “Phthalates” contribuiu para o risco de autismo por algum outro mecanismo, como a perturbação de hormônios. “Phthalates” em ensaios com animais interferem com hormônios masculinos e no desenvolvimento sexual.

"Os dados estão longe de serem conclusivos. Sao enigmáticos, ate mesmo enlouquecedores, e não sao facilmente explicáveis, neste momento", escreveram os cientistas em seu estudo. "No entanto, como estas poucas pistas surgerem a possibilidade de que os fatores ambientais podem contribuir para a desordem autista, nos acreditamos que outras pesquisas devem ser cuidadosamente realizadas em estudos futuros."

Vários cientistas que não participaram do estudo advertiram que esta pesquisa possui muitas limitações para tirar conclusões, mas sugerem que novos estudos devem se realizados para observar uma ligação entre autismo e os poluentes do ar.

Dr. Philip Landrigan, um pediatra, que é diretor do Children's Environmental Health Center em Mount Sinai School of Medicine, disse que os resultados sao "intrigante, mas, que sua opinião é preliminar porque os dados são baseadas em números muito pequenos." Landrigan disse que ele “nao tem nenhuma dúvida de que as exposições ambientais estão envolvidas na causa do autismo", mas ele suspeita que as mais importantes exposições não ocorrem na infância, e sim no início da gravidez " quando a arquitetura básica do cérebro ainda está a ser estabelecida."

Os pesquisadores se basearam em questionários e não qualquer medida substâncias químicas nas casas, o que limita a confiabilidade dos resultados, porque não sei ao certo se as crianças foram expostas a “Phthalates”. Estudos anteriores descobriram que os “Phthalates” são comuns na poeira das casas.

Os “Phthalates” são utilizados como amaciadores de plástico para pavimentos de vinil, bem como outros materiais de construção, brinquedos e equipamentos médicos. Os produtos químicos tornaram-se cada vez mais controverso dos últimos anos, com o Congresso no ano passado, proibindo a sua utilização em produtos infantis.

A American Chemistry Council – Conselho Americano de quimica, que representa empresas químicas produtoras “Phthalates”, disse em uma declaração na segunda-feira que o novo estudo não prova uma ligação entre os produtos químicos e autismo. "Nao existiu nenhum outro meio para avaliar estas crianças alem do questionário e as respostas de seus pais, isto torna estes resultados insignificantes", disse Chris Bryant, o diretor do grupo. Autismo, disse ele, "não foi sistematicamente analisados, mas apenas se passou a ser questionado neste ultimos cinco anos do estudo."

O grupo industrial afirma que a pavimentação emite "niveis extremamente baixos" de “Phthalates”. Porque os compostos são moléculas pesadas com baixa volatilidade, não tendem a desaparecer, e com o uso e desgaste podem libertar partículas em pó é bem pequena, eles disseram.

Pavimentação de Vinil é comum, na Suécia, onde apenas cerca de 1 por cento dos lares têm andares alcatifados. Mas não é incomum nos quartos E.U., por isso isto não pode ser relacionado com autismo entre as crianças americanas. No entanto, carpetes contém outros contaminantes, incluindo os pesticidas e “brominated flame retardants”, que em pesquisas anteriores com animais mostraram prejudicar o desenvolvimento cerebral.

Os cientistas disseram esta nova descoberta "sugere que os estudos de outros contaminantes químicos com propriedades de disruptor endócrino podem ser uteis para auxiliar a desvendar o autismo.

Anteriormente, três estudos na Califórnia encontraram uma ligação entre a exposicao de crianças com poeira das casas ou pesticidas agrícolas e o autismo.

As taxas de autismo na Califórnia, aumentaram sete vezes desde 1990, concluiu um recente estudo. Porque a genética não muda tao rapidamente, os cientistas suspeitam que os poluentes químicos provavelmente desempenham um papel. No entanto, há poucos estudos tentando identificar quais produtos químicos, ou a combinação de produtos químicos.

Este artigo foi publicado inicialmente no Environmental Health News, uma fonte de notícias publicadas pela Environmental Health Sciences, uma empresa sem fins lucrativos mídia.


Data: 17/4/2009 comentário 4/17

Sistema Imune Maternal e Autismo

http://www.medicalnewstoday.com/articles/146421.php


Aumentam as Evidencias de que o Sistema Imune Maternal afeta o cerebro durante a gravidez é um fator chave para alguns casos de Autismo.

Novos estudos em ratas prenhas utilizando anticorpos no cérebro do feto, fornecidos por mães de crianças autistas, mostram que células imunes podem atravessar a placenta e desencadear alterações neurocomportamentais semelhante ao autismo, em ratos filhotes.



Um relatório sobre a investigação dos pesquisadores do Johns Hopkins Children's Center publicado online no Journal of Neuroimmunology ampliado de uma pesquisa de 2008 da mesma equipe, mostra que as mães de crianças autistas apresentaram teste positivo para anticorpos do cérebro do feto. Anticorpos são proteínas naturais do corpo que atacam corpos estranhos, vírus ou bactérias. Como o crescimento do feto não é "rejeitado" pelo sistema imunológico da mãe, embora alguns dos seus DNA sejam "estranhos" (do pai), os cientistas têm uma suspeita de que alguma combinação de protecção biológica maternal e do feto estejam ativas. A nova pesquisa de Hopkins, no entanto, sugere que o sistema de protecção não é perfeito e que os anticorpos não são apenas criados, mas que eles estao re-circulado de volta para o feto através da placenta, e eventualmente desencadeando inflamação no cérebro e levando a uma cascata de alterações neurológicas resultando em perturbações do desenvolvimento neurológico, tais como o autismo.

Apesar desta nova prova, os pesquisadores alertam contra o excesso de interpretação destes resultados, dizendo que a exposicao pre-natal aos anticorpos maternos é provavelmente apenas um dos vários fatores envolvidos no autismo.

"O autismo é uma desordem complexa e seria ingenuidade supor que há um único mecanismo que pode causar-lhe", diz Harvey Singer, MD, diretor de neurologia pediátrica no Hopkins Children's. "É mais provável que o resultado cumulativo de vários fatores, incluindo genes, o metabolismo e o ambiente. Acreditamos que temos identificado um desses fatores."

Para o novo estudo, Singer e colegas injetaram anticorpos das mães de crianças autistas em camundongos prenhas e utilizando diversos testes padrões neurocomportamentais para identificar alterações neurocomportamentais nos filhotes. No grupo de controle, eles usaram uma prole de camundongos que forma injetados com anticorpos de mães de crianças nao-autistas e as crias de ratinhos que nao receberam estas injeções.

"Fazer comparacoes entre ratos e homens é complicado, e nós devemos ser cautelosos, mas os nossos resultados sugerem fortemente que os descendentes de ratos que receberam anticorpos de maes de criancas autistas agem de forma semelhante aos comportamentos obsevaveis em pessoas com autismo”,diz Singer.

Após os ratinhos entrarem na adolescência (quatro a seis semanas) e na idade adulta (quatro a seis meses), a equipe Hopkins mede “o desejo de procurar novidades” (ou vontade para explorar espaços abertos desconhecidos), resposta a ruídos fortes, sociabilidade e o comportamento de ansiedade.

De modo geral,os ratinhos pré-natal expostos a anticorpos de mães de crianças autistas sao mais ansiosos, gastam menos tempo em espaços abertos, quando colocados em um labirintos elevados, e sao mais hiperativos, e repetidamente ficam indo para frente e para trás entre os espaços abertos e fechados no labirinto, e em ambiente aberto, ambos os comportamentos que nos seres humanos seria uma atividade anormal.

Mais uma vez, comparando os ratos de controle, os ratos expostos a anticorpos de mães de crianças autistas também foram os que mais fizeram altos ruídos e sao os menos sociaveis, optando por passar mais tempo visitando um vazio ao inves de uma gaiola com um rato vivo.

As diferenças entre os grupos foram menos pronunciados nos camundongos adolescentes, mas, com os ratos mais velhos, os pesquisadores observaram um aumento dos sintomas de autismo, um achado consistente com as perturbações do desenvolvimento neurológico em seres humanos, que tendem a desenvolver novos sintomas ou sintomas mais acentuados ao longo do tempo,salientam os investigadores.

Comparando os tecidos cerebrais de todos os grupos de camundongos, os pesquisadores observaram mais marcadamente a ativação de “microglia” - células imunes no sistema nervoso central ativado durante inflamação dos tecidos do cérebro do grupo pré-natal que foi injetado com anticorpos de mães de crianças autistas.

Em futuros estudos, os cientistas do Hopkins esperam identificar quais proteínas cerebrais específicas sao afetadas pelos anticorpos e fazer uma correlacao entre as alterações na anatomia cerebral e as mudanças de comportamento.

Em última análise, os pesquisadores esperam desenvolver formas de detectar e analisar os anticorpos que geram estes problemas nas mulheres grávidas e impedi-los de fazer estas ligações nos cérebro do feto.

As causas do autismo, um transtorno que se manifesta com uma gama de problemas cerebrais, insuficiência interações sociais, distúrbios da comunicação e comportamentos repetitivos, permanecem desconhecidas para um número estimado de 90 por cento das crianças diagnosticadas. Os fatores genéticos, metabólicos e os fatores ambientais têm sido implicados em vários estudos sobre o autismo, que afecta um número estimado de 1 em 150 crianças nos EUA, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention.

Co-autores: Mikhail Pletnikov, MD, Ph.D., Christina Morris, Colin Gause, Matthew Pollard, todos Hopkins; e Andrew W. Zimmerman, MD, do Centro de Autismo e doenças relacionadas ao Instituto Kennedy Krieger.

O estudo foi financiado pela Fundação Hussman.

Fonte: Johns Hopkins Medicine


Data: 29/4/2009 comentário 5/17

Estudo identifica gene com papel-chave em risco de autismo
Pesquisadores dizem que 'conserto' em variante de gene pode cortar casos em 15%.


Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado na revista científica "Nature" apresentou as provas mais convincentes encontradas até hoje de que os genes têm um papel fundamental no desenvolvimento do autismo. Cientistas da Universidade da Pensilvânia detectaram pequenas mudanças genéticas que parecem ter um forte impacto na probabilidade de um indivíduo desenvolver o autismo e outras doenças relacionadas, como a síndrome de Asperger.

As mudanças influenciam genes que ajudam a formar e manter conexões entre as células do cérebro. O estudo destacou em particular uma variante genética comum, que, se "consertada", poderia diminuir os casos de autismo em 15%. Pesquisas anteriores já relacionaram outras variantes genéticas ao autismo, mas todas elas são relativamente raras.

Proteínas
Para o atual estudo, os pesquisadores analisaram mais de 10 mil pessoas, buscando no genoma humano as pequenas diferenças entre as pessoas que sofrem de autismo e aquelas que não apresentam o problema.

Eles encontraram muitas variantes genéticas normalmente associadas ao autismo - todas elas apontavam para genes específicos do cromossomo 5, que controla a produção de proteínas que ajudam as células a se manterem juntas e a realizar as conexões nervosas.

Uma variante, entretanto, ligada a um gene chamado CDH10, está presente em mais de 65% dos casos de autismo, e os pesquisadores calcularam que solucionando esta mudança seria possível cortar o número de casos em 15%.

Segundo os cientistas, o autismo também está relacionado, com menos intensidade, a um grupo de cerca de 30 genes que produzem proteínas que ajudam as células cerebrais a migrar para os lugares certos e a se conectarem às células vizinhas. Outras mudanças genéticas notadas pelos pesquisadores ocorrem em genes envolvidos em um sistema de "reciclagem" celular que provavelmente assegura que essas proteínas atuem em perfeita ordem.

Complexo
Hakon Hakonarson, chefe da equipe de pesquisadores, reconheceu que a genética por trás do autismo é complexa. "Outros pesquisadores da doença já sugeriram que ela ocorre por causa das conexões anormais entre as células cerebrais durante o desenvolvimento da criança ainda nos primeiros estágios da vida. Por isso, nos sentimos obrigados a encontrar provas de que mutações em genes envolvidos nas conexões cerebrais aumentam o risco de uma criança desenvolver o autismo", afirmou.

"Mas provavelmente cada gene contribui um pouco para o risco, e cada um interage com outros genes e com fatores externos para desencadear a doença."

Segundo Simon Baron-Cohen, especialista em autismo da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, até hoje já foram identificados 133 genes que podem estar ligados à doença. Mas, para ele, ainda são necessários novos estudos para se descobrir como eles interagem entre si e com o ambiente externo. "O quebra-cabeças está sendo montado pouco a pouco, e a ciência do autismo está acelerando de maneira promissora", afirmou. O autismo e as doenças relacionadas afetam a interação social, a capacidade de comunicação e o comportamento.


Data: 23/5/2009 comentário 6/17

Biólogo quer fazer cobaia com neurônio de criança autista

Cientista brasileiro planeja produzir camundongos para experimentos que possam revelar mecanismos da doença


Trabalho de 2005 mostrou que objetivo da pesquisa é viável; abordagem também pode servir para estudar epilepsia e outras doenças

Quando o biólogo Alysson Muotri publicou um trabalho envolvendo injeção de células humanas em embriões de roedores, em 2005, seu laboratório recebeu diversos e-mails hostis. "Diziam que eu queria criar a ilha do dr. Moreau aqui", conta. A ideia, porém, não era gerar bestas meio humanas e meio animais como as do livro de H.G. Wells. Muotri quis mostrar como usar a técnica para estudar doenças humanas em cobaias. E seu objetivo, afinal, será posto à prova agora - num trabalho sobre autismo.
O experimento que o grupo do biólogo na Universidade da Califórnia em San Diego está fazendo começa com a obtenção de células de crianças portadoras da doença. Elas são depois revertidas para o estágio similar ao de células-tronco de embriões e então transformadas em neurônios primitivos.
Essas células, então, podem ser usadas tanto para estudar aspectos celulares e moleculares do autismo quanto para a injeção em embriões de animais. Uma vez chegando a esse estágio, os cientistas serão capazes de criar quimeras: indivíduos em que uma parte das células tem DNA de uma espécie, e uma segunda parte, de outra.
Usando esses animais quiméricos para compará-los com outros comuns, Muotri espera obter informações sobre como o autismo se manifesta fisiologicamente. É uma abordagem ousada para estudar uma doença ainda cercada de mistério.
"Ainda não se sabe bem como é a divisão entre a contribuição ambiental e a contribuição genética do autismo", diz Muotri. Nesse contexto, o estudo com células de animais quiméricos tem uma vantagem. "A gente não precisa nem saber quais são os genes envolvidos."
Uma desvantagem, em contrapartida, é a polêmica que a ideia de criar animais quiméricos costuma gerar. Por ter objetivos específicos e bem demonstrados, Muotri conseguiu passar pelo crivo de um comitê de ética para fazer seus experimentos, mas foi proibido de gerar as cobaias quiméricas indefinidamente. Seus animais não poderão se reproduzir.
Quem teme ver algo parecido com o homem-leopardo do Dr. Moreau, porém, não precisa se preocupar. As células humanas incorporadas ao cérebro do roedor devem ser de 0,1% a 1,0%, diz Muotri. Talvez isso nem seja suficiente para despertar sintomas da doença na cobaia. E acreditar que um rato pode se tornar "autista", claro, é algo relativo, já que a doença é caracterizadas por inibir habilidades de cognição humanas.
Em modelos para estudo da epilepsia -outro experimento considerado por Muotri-, porém, isso poderia acontecer: um roedor ter surtos como os de humanos epilépticos. "Seria um resultado fenomenal, porque mostraria que a doença é "autônoma", está codificada em cada neurônio", diz Muotri, com a ressalva de que não espera ver isso logo de cara.
O temor público às quimeras, ao que parece, não foi tão intenso quanto a reação negativa à pesquisa de 2005 permitia prever. No caso da epilepsia, foi a própria comunidade de portadores da doença e familiares que pediu a Muotri que elaborasse uma proposta de estudo.
Vencidos preconceitos, porém, vem agora a parte mais difícil: fazer o experimento. As culturas de neurônios com DNA de autistas devem ficar prontas ainda neste ano, criando um material que já pode ser usado para pesquisar alguns aspectos da doença, diz Muotri. Mas a criação das quimeras ainda tem barreiras técnicas.
Os cientistas pretendem que as células humanas ocupem partes específicas do cérebro dos roedores, mas ainda não descobriram como fazer isso.
O grupo de pesquisa que vencer a corrida para resolver esse problema será o primeiro a obter cobaias com traços autistas, epilépticos ou o que mais os cientistas conseguirem criar.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2305200901.htm


Data: 26/6/2009 comentário 7/17

Gene comum foi identificado

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=168410

Por Redacção

Investigadores americanos identificaram o gene comum a todas as formas de autismo. Esta doença afecta as capacidades de comunicação e o estabelecimento de relações sociais.

O estudo publicado pela revista Nature identifica uma ligação directa entre o código genético e esta perturbação mental.

O prof Edgar Pereira, psicólogo e doutorado em autismo em entrevista à RTP explica a importância da descoberta.

«Há muitos anos que os investigadores tentavam trilhar quais as causas do autismo. Suspeitava-se de uma base biológica», diz o especialista.

«Este estudo vem pela primeira vez conjugar uma variação comum na série de perturbações do autismo principalmente na compreensão de como pode evoluir esta perturbação», acrescenta.

Quanto à prevenção, diz ser ainda muito cedo para se falar nisso, só mais tarde através da manipulação genética.

12:39 - 25-06-2009

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=168410


Data: 1/8/2009 comentário 8/17

Alimentação não tem efeito sobre autismo

Muitos pais colocam suas crianças autistas em dietas estritamente livres de glúten ou laticínios, convencidos de que problemas gastrointestinais são uma causa primária. Porém, um novo estudo sugere que as dietas complicadas podem não ser justificadas.

Pesquisadores da Mayo Clinic revisaram os registros médicos de mais de cem crianças autistas acima dos 18 anos, e os compararam a mais de 200 crianças sem a doença. Eles não encontraram diferenças na frequência geral de problemas gastrointestinais relatados pelos dois grupos, embora as crianças autistas sofressem com maior frequência de prisão de ventre e fossem comedores meticulosos (crianças muito exigentes em relação a sua comida), com maior dificuldade em ganhar peso.

O estudo, publicado na última segunda-feira no jornal "Pediatrics", é o primeiro a observar a incidência de problemas gastrointestinais numa população autista, segundo o primeiro autor do artigo, Samar H. Ibrahim, gastroenterologista pediátrico da Mayo Clinic.

"Até hoje, não existe um experimento provando realmente que uma alimentação livre de caseína e glúten melhore o autismo", disse Ibrahim. "As dietas não são fáceis de seguir e podem, algumas vezes, causar deficiências nutricionais".

O estudo descobriu que a maioria das crianças, autistas ou não, sofria de problemas gastrointestinais comuns como prisão de ventre, diarreia ou vômitos. A alimentação meticulosa também era comum.

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=181783


Data: 17/8/2009 comentário 9/17

Gene do autismo é descoberto
29/4/2009

Pesquisadores norte-americanos identificam variante genética envolvida no risco de manifestação da desordem em regiões do cérebro ligadas à linguagem e ao comportamento social (divulgação)

Agência FAPESP – Estudos que envolveram cientistas de 30 instituições de pesquisa nos Estados Unidos acabam de dar uma importante contribuição ao conhecimento sobre o autismo, desordem que afeta a capacidade de comunicação e de estabelecer relacionamentos, ao identificar fatores genéticos que afetam o risco de manifestação do problema.

Segundo as pesquisas, tais variantes genéticas são comuns em pessoas com autismo. Essa é a primeira vez em que se identificou uma relação direta entre o código genético humano e a desordem.

O principal estudo, que envolveu mais de 10 mil pessoas, incluindo portadores da desordem, familiares e outros voluntários, em diversos estados do país, foi coordenado por Hakon Hakonarson, professor da Universidade da Pensilvânia e diretor do Centro de Genômica Aplicada do Hospital Infantil da Filadélfia.

Os resultados estão em artigo publicado nesta terça-feira (28/4) no site da revista Nature e destacam a importância de genes que estão envolvidos na formação e manutenção de conexões entre células cerebrais.

O estudo se baseou em polimorfismos de nucleotídeos únicos, responsáveis pela maior parte das variações genômicas na sequência do DNA. Entre as variantes genéticas identificadas, está uma que se mostrou altamente comum em crianças autistas.

Em seguida, ao analisar a atividade do gene – chamado de CDH10 – no cérebro em fetos, descobriram que ele tinha maior atividade justamente nas regiões ligadas à linguagem e aos relacionamentos sociais.

O trabalho indica que o CDH10 tem papel fundamental no desenvolvimento cerebral e pode contribuir para o risco de autismo. “Enquanto essa variante genética é comum na população em geral, descobrimos que ela ocorre cerca de 20% mais frequentemente em crianças com autismo. Uma mudança importante como essa no código genético é muito mais do que uma simples mutação. Trata-se de um fator de risco para a origem da doença”, disse Daniel Geschwind, diretor do Centro para Tratamento e Pesquisa em Autismo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), um dos autores da pesquisa principal.

O grupo da UCLA analisou o DNA de 3,1 mil crianças com autismo em 780 famílias – cada família tinha pelo menos duas crianças com o problema. O processo relacionou a desordem com uma região específica do cromossomo 5.

Uma nova análise, dessa vez com 1,2 mil portadores e 6,5 mil pessoas no grupo controle, foi feita pela equipe de Hakonarson. Os pesquisadores avaliaram a relação entre mais de meio milhão de variantes genéticas com o autismo e identificaram seis alterações que ocorriam mais frequentemente em crianças autistas do que nos indivíduos saudáveis. As variações estavam no cromossomo 5 entre os genes CDH9 e CDH10.

Na sequência do estudo, o grupo na UCLA verificou a presença dos dois genes no cérebro humano em desenvolvimento. Enquanto a presença do CDH9 foi pequena, o CDH10 se mostrou especialmente presente e ativo no córtex frontal, região crítica para a linguagem, comportamento social e raciocínios complexos como os envolvidos no processo de julgamento.

“Trata-se de uma descoberta marcante. Não é coincidência que um gene ligado ao autismo apareça em alta concentração em regiões do cérebro que regulam a fala e a interpretação social. Nossa pesquisa sugere que o CDH10 é acionado em um estágio muito inicial e tem um papel importante no desenvolvimento do cérebro. Sua atividade pré-natal torna o indivíduo mais suscetível ao autismo”, disse Geschwind.

A descoberta dos genes reforça estudos recentes que apontaram que crianças com transtornos do espectro autista (como o próprio autismo ou a síndrome de Asperger) podem ter conectividade reduzida entre neurônios e com pesquisas que verificaram desenvolvimento anormal nos lobos frontais do cérebro em pacientes com autismo.

“Nossos resultados, quando somados com estudos anatômicos e de imagens de ressonância magnética funcional, sugerem que os transtornos do espectro autista possam ser um problema de desconexão neural”, disse Hakonarson.

O artigo Common genetic variants on 5p14.1 associate with autism spectrum disorders, de Hakon Hakonarson e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.


Data: 18/1/2010 comentário 10/17

Mais provas de que o autismo é Conectividade 'a Brain "Disorder

Tradução do Google: ScienceDaily: Sua fonte para as últimas notícias sobre pesquisas e descobertas da ciência -
Science News - Mental Health Saúde Mental - Print Email Bookmark

Estudar uma doença rara conhecida como complexo esclerose tuberosa (TSC), pesquisadores do Children's Hospital Boston adiciona a um crescente corpo de evidências que sugerem que os Transtornos do Espectro do Autismo, que afeta 25-50 por cento dos pacientes TSC, resultado de uma miswiring de conexões no cérebro em desenvolvimento, levando a um fluxo de informação indevida. A descoberta também pode ajudar a explicar por que muitas pessoas com TSC têm convulsões e deficiência intelectual.
Os resultados foram publicados online na revista Nature Neuroscience, 10 de janeiro.

TSC provoca tumores benignos todo o corpo, incluindo o cérebro. Mas os pacientes com TSC podem ter Autismo, Epilepsia ou Deficiência Intelectual, mesmo na ausência destes crescimentos. Agora, pesquisadores liderados por Mustafa Sahin, MD, PhD, do Departamento de Neurologia Infantil, prova de que mutações em um dos genes causadores da TSC, conhecido como TSC2, impede o crescimento de fibras nervosas (axônios) de encontrar os seus destinos apropriados no cérebro em desenvolvimento.
Estudar uma rota axônio bem caracterizado - entre a retina do olho e da área visual do cérebro - Sahin e seus colegas mostraram que, quando os neurônios do rato foram deficitárias em TSC2, seus axônios não assentam nos lugares certos. Outras investigações mostraram que as pontas dos axônios, conhecidas como cones "crescimento", não respondeu aos sinais de navegação de um grupo de moléculas chamadas Efrinas. "Normalmente Efrinas cones de crescimento para causar colapso nos neurônios, mas na esclerose tuberosa os axônios não acatar estas sugestões repulsivo, para continuar crescendo", diz Sahin, investigador do estudo.
Experimentos adicionais indicaram que a perda da capacidade de resposta à ephrin sinais resultou da ativação de um caminho molecular denominada mTOR, cuja actividade aumentou quando os neurônios foram deficitárias em TSC2. Axon rastreamento nos ratos mostraram que muitos axônios originários da retina não estavam mapeamento para a parte esperada do cérebro.
Embora o estudo tenha analisado apenas as conexões da retina para o cérebro, os pesquisadores acreditam que suas descobertas podem ter relevância geral para a organização do cérebro em desenvolvimento. Os cientistas especulam que no Autismo, a fiação pode ser anormal nas áreas do cérebro envolvidas na cognição social.

"As pessoas começaram a olhar para o autismo como uma Síndrome da Desconexão de Desenvolvimento - existem muitas conexões ou ligações muito poucas entre as diferentes partes do cérebro", diz Sahin. "Nos exemplos dos ratos, estamos vendo uma exuberância de conexões, consistente com a ideia de que o autismo pode envolver uma sobrecarga sensorial, e/ou falta de filtragem de informação."

Sahin espera que miswiring do cérebro pode ser corrigida por drogas que alvejam os caminhos moleculares que causam. A mTOR está emergindo como central para vários tipos de anomalias axônio, e medicamentos inibidores mTOR já foi aprovado pelo FDA. Por exemplo, um inibidor de mTOR, rapamicina, é actualmente utilizado principalmente para evitar rejeição de órgãos em pacientes transplantados, Sahin e planeja lançar um ensaio clínico de uma rapamicina como a droga em cerca de 50 pacientes com TSC ainda este ano, para ver se a droga melhora neurocognição, autismo e convulsões.
Em 2008, Sahin e colegas publicaram matéria de investigação em Genes & Development mostrando que quando TSC1 e TSC2 são desativados, as células do cérebro crescem mais do que um axónio - uma configuração anormal que agrava de conectividade anormal do cérebro. A mTOR foi, novamente, mostrando estar envolvido, e quando ele foi inibida com rapamicina, os neurônios cresceram normalmente, brotando apenas um axônio.
Apoiando-se nas experiências com ratos, um estudo realizado por Sahin e seu colega, Simon Warfield, PhD, no Laboratório de Radiologia Computacional infantil, examinaram os cérebros de 10 pacientes com TSC, 7 dos quais também tinham Autismo ou Atraso de Desenvolvimento, e 6 controles afetados. Usando um tipo avançado de imagens chamada MRI diffusion tensor imaging, documentaram desorganizado e estruturalmente anormal tratos dos axônios do grupo TSC, particularmente nas áreas social e cognição visual do cérebro. Os axônios mielinizados também estavam mal - o seu revestimento de gordura, que ajuda os axônios conduzir sinais elétricos, estava comprometida. (Em outros estudos, feito em colaboração com David Kwiatkowski no Brigham and Women's Hospital, dando mielinização normalizado rapamicina nos ratos)
Sahin estuda também outros genes encontrados previamente para ser excluído ou repetido em pacientes com autismo, e descobriu que a supressão de alguns deles faz com que os neurônios para produzir axônios múltiplaca-se - uma anomalia que, novamente, parece ser revertido com rapamicina.

"Muitos dos genes envolvidos no autismo pode, eventualmente, convergem em algumas vias comum e controlar a fiação de células nervosas", explica Sahin. "Doenças genéticas raras, como o TSC nos fornece pistas importantes sobre os mecanismos cerebrais levando a transtornos do espectro do autismo. Entendimento da neurobiologia destes transtornos é susceptível de conduzir a novas opções de tratamento, não só para pacientes com TSC, mas também para pacientes com outras doenças causadas neurodesenvolvimento mielinização por defeito e conectividade, como o autismo, a epilepsia e a deficiência mental. "
O presente estudo foi financiado por concessões do National Institutes of Health, o John Merck Scholars Fund, Esclerose Tuberosa Alliance, a fundação de Manton, do Children's Hospital Boston Translational Research Program, e do Children's Hospital Boston Mental Retardation and Developmental Disabilities Research Center.

Fonte:
More Evidence That Autism Is a Brain 'Connectivity' Disorder
http://www.sciencedaily.com/releases/2010/01/100110151333.htm


Data: 3/2/2010 comentário 11/17

Suplemento de magnésio melhora funcionamento do cérebro
Redação do Diário da Saúde Enviar a um amigo Imprimir

Alimentos ricos em magnésio, um elemento essencial ao corpo humano.[Imagem: Wikimedia/Peggy Greb]

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=suplemento-magnesio-melhora-funcionamento-cerebro&id=4934

Turbinando o cérebro com magnésio

Neurocientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Tsinghua, em Pequim, comprovaram que o aumento de magnésio no cérebro aumenta a capacidade de aprendizagem, a memória de trabalho e as memórias de curto e longo prazo.

O suplemento alimentar desenvolvido pelos cientistas também melhorou a capacidade dos mais idosos em executar uma grande variedade de testes de aprendizagem. Todos os testes foram feitos em ratos. Somente na próxima etapa do estudo serão feitos estudos em humanos.

Importância do magnésio no corpo

O magnésio, um elemento essencial ao organismo humano, é encontrado nas folhas de verduras escuras, como o espinafre, e em alguns frutos. Pessoas que ingerem menos de 400 miligramas de magnésio por dia têm maior risco de alergias, asma e doenças cardíacas, entre outras condições - veja Falta de magnésio acelera o envelhecimento celular.

Em 2004, Guosong Liu e seus colegas do MIT descobriram que o magnésio pode ter uma influência positiva na aprendizagem e na memória. Eles continuaram a pesquisa desenvolvendo um novo composto à base de magnésio (magnésio-L-treonato - MgT) que é mais eficaz do que os suplementos orais tradicionais para aumentar a concentração do magnésio no cérebro. A seguir, eles testaram o MgT em ratos

"Nós descobrimos que a elevação do magnésio no cérebro levou a uma melhoria significativa das memórias espacial e associativa tanto em ratos jovens quanto em ratos idosos", disse Liu. "Se o MgT se mostrar eficaz e seguro em seres humanos, esses resultados podem ter um impacto significativo na saúde pública".

"Metade da população dos países industrializados tem um déficit de magnésio, e que aumenta com o envelhecimento. Se pudermos manter níveis normais, ou mesmo elevados, de magnésio, poderemos ser capazes de diminuir significativamente a perda das funções cognitivas e, talvez, prevenir ou tratar doenças que afetam as funções cognitivas", disse Liu.

Magnésio no cérebro

Para entender os mecanismos moleculares por trás dessa melhoria da memória induzida pelo suplemento de magnésio, os pesquisadores estudaram as mudanças induzidas nas propriedades funcionais e estruturais das sinapses - as conexões entre os neurônios.

Eles descobriram que, em ratos jovens e idosos, o magnésio aumenta a plasticidade entre as sinapses e aumenta a densidade das sinapses no hipocampo, uma região do cérebro crucial para a aprendizagem e para a memória.

Estudos em humanos

Este estudo não apenas destaca a importância de uma dieta diária com uma quantidade adequada de magnésio, como também sugere a utilidade de tratamentos à base de magnésio para a diminuição da memória associada ao envelhecimento, afirmam os pesquisadores.

Os estudos clínicos, que já estão realizados em Pequim, querem agora descobrir a relação entre a quantidade de magnésio no corpo e as funções cognitivas em seres humanos idosos e em portadores do Mal de Alzheimer.


Data: 3/2/2010 comentário 12/17


Falta de magnésio acelera o envelhecimento celular
Agência Fapesp Enviar a um amigo Imprimir Importância do magnésio

08/04/2008
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=falta-de-magnesio-acelera-o-envelhecimento-celular&id=3219

Um novo estudo aponta que a falta de magnésio acelera o envelhecimento das células. Segundo a pesquisa, feita nos Estados Unidos, a deficiência crônica do mineral pode promover ou acelerar doenças relacionadas à idade.

Magnésio é fundamental para uma série de processo biológicos, sejam metabólicos, regulatórios ou estruturais. Sua presença é necessária para que muitas enzimas funcionem corretamente. Trata-se de um micronutriente obtido essencialmente da ingestão de vegetais de folhas verdes e de grãos integrais.

Deficiência de magnésio

Apesar disso, como destaca o estudo, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mais da metade da população norte-americana tem falta do mineral, devido principalmente à alimentação não saudável.

"A dieta típica dos Estados Unidos se desviou das fontes naturais para opções mais refinadas e freqüentemente pobres em nutrientes, fazendo com que a carência de magnésio se tornasse comum", destacaram os autores. O cenário resulta no aumento no risco de diversas doenças ligadas à idade, como pressão alta, problemas cardiovasculares, diabetes e osteosporose.

Para entender melhor como a deficiência de magnésio contribui para essas doenças, David Killilea e Bruce Ames, do Departamento de Biologia Molecular e Celular da Universidade da Califórnia em Berkeley, analisaram os efeitos de longo prazo da deficiência moderada do mineral em fibroblastos, células que fornecem a base estrutural para muitos tecidos no corpo humano.

Envelhecimento precoce

Embora as células tenham sobrevivido e se dividido normalmente em condições com carência de magnésio, elas envelheceram mais rapidamente do que as células que cresceram em concentrações normais do nutriente.

Os autores relacionaram a senescência prematura das células em parte ao encurtamento dos telômeros, seqüências de DNA que protegem as extremidades dos cromossomos e cujo mau funcionamento tem importante papel tanto no envelhecimento como no desenvolvimento de cânceres.


Data: 7/3/2010 comentário 13/17

Biólogo vê origem do autismo em célula
07/03/2010 - 11h16 - Folha de São Paulo- Ciência

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u703458.shtml

Rafael Garcia (enviado da Folha SP a San diego)

Um experimento com cultura de células está mostrando como alterações genéticas em neurônios podem levar alguém a adquirir autismo.
Um grupo da UCSD (Universidade da Califórnia em San Diego) extraiu tecido da pele de crianças portadoras desse transtorno e conseguiu convertê-lo em neurônios, para simular o desenvolvimento embrionário do cérebro. Ao compará-las com outras feitas a partir de crianças normais, os biólogos viram que algo estava errado.
Como o autismo é uma doença que se nota tarde no desenvolvimento de um bebê, em geral a partir de um ano, poucos cientistas esperariam ver problemas em neurônios de estágios iniciais. Mas o biólogo brasileiro Alysson Muotri acaba de testemunhar isso na UCSD, onde, aos 36 anos, dirige um laboratório de ponta em sua área de pesquisa.
"Começamos a perceber que o tamanho do neurônio perto do núcleo é menor, e também que a ramificação de terminais que existe em neurônios normais não existe no caso dos autistas", disse o cientista à Folha. "É uma coisa morfológica."
Como nem sempre o autismo tem uma relação clara com histórico familiar, os cientistas têm tido dificuldade para achar genes determinando propensão forte à doença. Muitos casos são "esporádicos" e não está claro ainda quais trechos do DNA são realmente importantes na geração da moléstia.
Mesmo não dispondo dessa informação, porém, o grupo de Muotri conseguiu demonstrar o forte lado genético da doença.
Células reprogramadas
Em seu laboratório, Muotri trabalha com as chamadas iPS -as células-tronco de pluripotência induzida-, uma invenção recente na biologia experimental. Diante da dificuldades técnicas e éticas de trabalhar com células de embriões humanos, cientistas criaram uma maneira artificial de reverter células adultas ao estágio embrionário.
É isso que Muotri faz com material extraído da pele de pessoas ou cobaias antes de transformá-lo em neurônios.
O paulistano trabalhou inicialmente com células derivadas de crianças com síndrome de Rett. A doença tem vários sintomas, sendo o autismo um deles. Esse transtorno foi escolhido porque tem uma causa genética já conhecida, uma mutação no gene MECP2. Depois, estendeu a pesquisa a outras síndromes de caráter autista e, por fim, usou células de crianças com autismo "esporádico", sem origem genética clara.
Todas pareciam ter o mesmo problema morfológico. "Isso significa que o autismo começa a se desenvolver já no embrião", diz Muotri, que à vezes encontra dificuldades em convencer outros cientistas de sua descoberta. "Já me perguntaram: "Como você pode afirmar que uma doença é genética se você não conhece o gene?"."
Genes saltadores
Uma mutação que afete o sistema nervoso, porém, não necessariamente afeta o aparelho reprodutor de um indivíduo, diz Muotri, por isso a doença pode ter origem no DNA sem ser estritamente hereditária. E o cérebro, nos humanos, está particularmente sujeito à ação dos chamados transpósons --genes que "saltam" de uma célula a outra, criando diversidade genética entre neurônios.
Como a ação dos transpósons é influenciada pelo ambiente, há um indício a mais de que ela pode ter relação com o autismo, também ligado a fatores ambientais e de desenvolvimento.
Como esse campo de pesquisa, além de levantar controvérsia, é ultraconcorrido, Muotri diz que tem procurado replicar seus experimentos o máximo que pode para dar credibilidade aos resultados. Por isso, nenhum estudo sobre as células iPS com DNA de crianças autistas foi publicado ainda em um periódico científico auditado.
Agora, além de produzir células em cultura para observação, o laboratório do cientista está produzindo "circuitos neurais". Emendando células em série, Muotri e seus colegas tentam verificar como neurônios derivados de crianças autistas se comportam quando estão interligados em rede.


Data: 4/6/2010 comentário 14/17

Teste de R$ 13 pode detectar autismo, segundo pesquisa
04 de junho de 2010 • 05h49 • atualizado às 06h59

O autismo pode se tornar uma doença evitável graças a um teste, que apenas custaria 6 euros (pouco mais de R$ 13) graças a uma pesquisa desenvolvida por cientistas do Reino Unido, segundo o jornal britânico Daily Telegraph. O diagnóstico do autismo sempre foi difícil, e a doença costuma permanecer irreconhecível até estados avançados, quando já é muito tarde para ser tratado, mas os pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram uma forma de detectar a doença em crianças a partir dos 6 meses de vida.
O autor do estudo, Jeremy Nicholson, afirmou que as crianças autistas têm uma bactéria nos intestinos que pode ser detectada através de exame de urina, antes que apareçam os primeiros sintomas da doença. Esta descoberta faz com que um intenso tratamento centrado na conduta social do paciente poderia começar antes que a doença cause danos psicológicos permanentes.

Uma em cada 100 pessoas no mundo sofre autismo, o que significa que no Reino Unido há mais de 500 mil pessoas com a doença, que se manifesta com transtornos que vão desde leves problemas para interagir socialmente até graves dificuldades de comportamento, como mudez. Atualmente, o grau de autismo é avaliado a partir de testes que exploram a integração social, a capacidade de comunicação e as aptidões imaginativas do paciente.
A equipe científica que realizou a pesquisa considera que a relação entre a bactéria intestinal e as dificuldades na aprendizagem pode abrir o caminho para tratamentos probióticos contra o autismo. Os pesquisadores submeteram crianças de idades entre 3 e 9 anos - 39 com autismo, 28 sem autismo, mas com um irmão que tinha, e 34 sem autismo e sem irmãos autistas - a ressonâncias magnéticas, endoscopias e análise químicas.
O estudo revelou que as crianças não autistas, mas com irmãos que tinham a doença, apresentavam uma análise química diferente dos que não tinham irmãos autistas, e a das crianças com autismo era diferente das dos outros dois grupos.


Fonte : http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4470241-EI8147,00-Teste+de+R+pode+detectar+autismo+segundo+pesquisa.html


Data: 4/6/2010 comentário 15/17

La huella química del autismo

http://www.elpais.com/articulo/sociedad/huella/quimica/autismo/elpepusoc/20100604elpepusoc_17/Tes

La identificación de rasgos metabólicos asociados a la enfermedad abre la posibilidad de desarrollar una simple prueba de orina para el diagnóstico precoz
A.R. - Madrid - 04/06/2010

Aunque las personas que padecen autismo presentan un amplio abanico de síntomas, los problemas de comunicación y habilidades sociales son rasgos comunes. Pero además, los afectados padecen alteraciones gastrointestinales determinadas, con una flora bacteriana específica en sus intestinos. Así, es posible distinguir con análisis de orina a un niño autista de otro que no lo es, analizando los subproductos de esa flora bacteriana específica y los procesos metabólicos del organismo. Los resultados concluyentes de la investigación, realizada por científicos del Reino Unido y de Australia, sugiere que sería posible desarrollar una sencilla prueba de orina para hacer el diagnóstico del autismo.

La ventaja de un análisis rápido, precoz y no invasivo es obvia frente a los actuales métodos para determinar si alguien padece la enfermedad mediante estudios complejos de comportamiento social, comunicación y habilidades mentales. Además, resaltan los investigadores, el diagnóstico precoz permitiría aplicar terapias cuanto antes, lo que ayudaría a mejora el progreso de los afectados. Es difícil hacer un diagnóstico firme de autismo a niños de menos de año y medio, pero las alteraciones asociadas a la enfermedad deben ser son anteriores.

"El autismo afecta a las capacidades sociales de la persona, así que, de entrada, puede parecer extraño que haya una relación entre esa enfermedad y los intestinos de quien la padece", explica Jeremy Nicholson (Imperial College, Londres). "Sin embargo, el metabolismo y las características de la flora bacteriana intestinal reflejan muchas cosas, incluido el estilo de vida de la persona y sus genes; el autismo afecta a muchas partes diferentes del organismo de una persona y nuestro estudio demuestra que se pueden ver las alteraciones que provoca analizando el metabolismo y las bacterias intestinales".

Los investigadores, que presentan su trabajo en la revista Journal of Proteome Research, hicieron sus experimentos con tres grupos de niños de edades comprendidas entre los tres y los nueve años. El primer grupo estaba formado por 39 niños con autismo diagnosticado; el segundo, por 28 niños no autistas pero con hermanos que padecían la enfermedad, y el tercero, por 34 niños que no eran ni autistas ni familiares de autistas. Las pruebas de orina mediante espectroscopía mostraron que cada uno de los tres grupos tenían una huella química específica.


Data: 15/9/2011 comentário 16/17

Pesquisadores Norte-Amaricanos Identificaram Biológicamente 2 Tipos de Auitsmo

http://www.theaustralian.com.au/news/health-science/us-researchers-discovery-promises-answers-on-autism/story-e6frg8y6-1226131763200U.S.

Pesquisadores norte-americanos identificam dois "tipos" biológicos de autismo

Pesquisadores identificaram pela primeira vez dois tipos biologicamente diferentes de autismo, um avanço que vem sendo comparado à descoberta de diferentes tipos de câncer nos anos 1960, o The Australian noticiou.

As descobertas, a serem anunciadas em uma conferencia mundial de autismo em Perth, na Austrália, na quinta, são vistas como passos fundamentais em direção ao entendimento das causas do autismo e no desenvolvimento de tratamentos eficientes, assim como a cura. Dão esperanças de que as dificuldades de comunicação, socialização e outras dificuldades que as crianças com autismo apresentam possam ser enfrentadas de maneira mais fácil e mais cedo.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia (Davis's MIND Institute em Sacramento) começaram o Autism Phenome Project em 2006. Vêm estudando o crescimento cerebral, exposição ambiental e estrutura genética de 350 crian;cãs entre 2 e 3,5 anos, e descobriram até agora dois subtipos biologicamente diferentes de desenvolvimento cerebral no autismo.

Um grupo de crianças, todos meninos, tem cérebros aumentados e a maioria regrediu para o autismo apos os 18 meses de idade; o outro grupo parece ter sistemas imunes que não estavam funcionando de maneira apropriada.

O professor de psiquiatria David Amaral, que conduziu o estudo longitudinal do Instituto MIND, disse que as descobertas poderiam levar a tratamentos mais indvidualizados. "O objetivo final é que quando uma criança chegar a o medico, mais do que dizer que ela tem autismo, poder dizer que ela tem autismo tipo A, tipo B, tipo C", disse Amaral.

E então, baseados nessa descrição, poderíamos saber qual é o perfil do tratamento que devemos recomendar às famílias.

"Como exemplo, se uma criança tem a forma "Imune"de autismo, a opção poderia ser manipular o seu sistema imune, mais do que tentar alguma coisa que pode estar relacionada com as funções sinápticas do cérebro."

"Atualmente as famílias são apresentadas a uma vasta gama de tratamentos sem necessariamente saber o que funcionou", disse ele.

Amaral prevê que muitos mais subtipos biológicos de autismo poderão ser identificados, assim como há muitas formas de câncer. "Se nós estivéssemos tentando curar todos os tipos de câncer ao mesmo tempo, ficaríamos desesperançados", ele disse. "Bem, isso também vale para o autismo. Minha intuição é de que não haverá um único marcador diagnóstico para o autismo, mas sim uma ampla gama deles."


Data: 21/11/2011 comentário 17/17

AUTISMO - tenho uma filha com 20 anos autista, tenho esperança de ainda vê-la viver a vida. Gostaria de maiores detalhes sobre a descoberta da cura.

Socorro Lago
socorrosoledade@terra.com.br


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Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva