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O que eu faria se eu tivesse um filho autista: Recomendaçoes


Data: 28/3/2009 comentário 1/1

O que eu faria se eu tivesse um filho autista: Recomendações baseadas em 30 anos de experiência de pesquisas

Escrito por Stephen M. Edelson, Ph.D.

Durante os últimos 25 anos eu tive prazer de realizar pesquisas em várias áreas de autismo e de colaborar com muitos dos pioneiros e líderes, incluindo especialistas biomédicos (Bernard Rimland), especialistas de comportamento/ educação (Ivar Lovaas) e especialistas da parte sensora (Temple Grandin, Guy Berard, Lorna Jean King, Melvin Kaplan e Helen Irlen). Estas experiências tem me ajudado a ampliar meu entendimento do que pode ser feito para ajudar autistas.
Uma das situações mais difíceis e estressantes para uma família é quando a família fica sabendo pela primeira vez que a criança tem autismo. Os pais então tem que tomar decisões críticas e que determinam toda a vida da criança: O que eu devo fazer para ajudar meu filho? A decisão sobre quais tratamentos implementar (e não implementar) provavelmente irá determinar o prognóstico da criança. Eu detalhei os passos que eu tomaria se eu fosse um pai de uma criança autista.


Plano de ação

Em primeiro lugar, eu leria o documento Conselhos para Pais de Crianças Autistas (em inglês, Advice for Parents of Young Autistic Children). Consulte o site http://www.autism.com/autism/first/adviceforparents.htm, escrito pelos Drs. Jim Adams, Bernard Rimland, Temple Grandin e por mim mesmo.
Em segundo lugar, eu escreveria para o Instituto de Pesquisa de Autismo, em inglês, Autism Research Institute, (ARI, 4182 Adams Ave., San Diego, CA 92116; fax: 619-563-6840) e pediria o material de informações gratuitas para os pais. Muitas destas informações estão no website deles: www.Autism.com. Este material contém uma riqueza de informações que descrevem maneiras de entender e tratar muitos problemas associados com autismo. Inclui um exemplar grátis do boletim trimestral do ARI, o Autism Research Review International (ARRI), (http://www.autism.com/ari/newsletter/subscribe.htm. Fazer uma assinatura ao ARRI é a melhor maneira de se manter informado (USD$18/ano).
Eu também entraria em contato com um grupo da Sociedade de Autismo da América (em inglês, ASA, Autism Society of America) na minha área. A filial da sociedade de autismo provavelmente terá informações e contatos na comunidade e no estado. Além disso, eu participaria de pelo menos um grupo de apoio a pais para ver o que eles oferecem. A ASA mantém uma lista da maioria dos grupos de associações de autismo no país inteiro (nos E.U.A., o número gratuito é 1-800-3-AUTISM, ou seja, 1-800-3-288476).
Observação importante: Antes de entrar em contato com o meu provedor de seguro de saúde, eu leria a apólice do seguro. Muitas apólices não cobrem serviços de tratamento para indivíduos autistas. Estas empresas de seguros poderão reembolsar terapias se a terapia não tiver o objetivo específico de tratar o autismo e se a companhia de seguros não souber que a criança tem autismo. Por exemplo, se a criança tem um problema de fala, a companhia de seguros poderá pagar for terapia de fala.


Intervenção

Há duas abordagens que eu tentaria simultaneamente e quanto mais cedo estas intervenções começarem, melhor será o prognóstico da criança. A primeira abordagem envolve determinar se a criança tem problemas de saúde. Estes problemas poderão incluir uma necessidade crítica de vitaminas e minerais essenciais (por exemplo, vitaminas B6 com magnésio, Dimetilglicina, ou DMG e vitaminas A e C), problemas gastrointestinais (por exemplo, intestino permeável, supercrescimento de cândida e infecções virais), altos níveis de metais pesados e outras toxinas (por exemplo, mercúrio e chumbo), sensibilidades ou alergias a certos tipos de comida e outros. A maioria dos indivíduos autistas tem um ou mais destes problemas. A abordagem Derrote o Autismo Agora! (em inglês, Defeat Autism Now!, DAN® discute estas questões biomédicas. O ARI distribui um livreto de diagnóstico e tratamento entitulado Uma lista de praticantes que entendem e sabem tratar tais condições médicas pode ser obtida do ARI. Dos muitos tratamentos descritos no livro, eu recomendaria dar à criança vitamina B6 com magnésio, em seguida dimetilglicina (DMG), e então, uma dieta sem glúten e sem caseína. Eu também leria o trabalho de 28 páginas do Dr. James Adams, entitulado Resumo de Tratamentos Biomédicos (consulte http://www.autism.com/treatable/adams_biomed_summary.pdf ).
Comentários sobre remédios Alguns pediatras prescrevem remédios para crianças autistas mesmo que a Administração Federal de Alimentos e Remédios dos E.U.A. ainda não tenha aprovado medicamentos para o tratamento de autismo. Além disso, quase qualquer medicamento tem efeitos colaterais nocivos. Às vezes, eu ouço falar de alguns benefícios com Risperidal, Prozac e Ritalina. Conteúdo, é muito provável que grandes melhorias possam ocorrer, seguindo-se outros tratamentos biomédicos, sem medicamentos (consulte http://www.autism.com/treatable/form34qr.htm).
Se uma criança fala pouco ou não fala, eu enviaria a criança a um especialista para ver se ela tem convulsões. A atividade durante as convulsões pode afetar a produção de fala. Um eletroencefalograma (EEG) mede a atividade das ondas cerebrais e poderá detectar atividades durante a convulsão. Se o seu filho tiver convulsões, eu usaria suplementos nutricionais não-tóxicos para tratar as convulsões, tais como a vitamina B6 e a DMG. A segunda abordagem é comportamento/educação. A análise aplicada do comportamento (ABA) é um método de ensino bem documentado e eficiente para muitas crianças autistas. Este método envolve sessões de aprendizagem 1-a-1 e utiliza tarefas educacionais que foram desenvolvidas especificamente para o autismo. Por exemplo, o livro Teaching Individuals with Development Delays: Basic Intervention Techniques, escrito por O. Ivar Lovaas, é um excelente recurso e descreve, em detalhe, como implementar este método. Se uma criança tiver habilidades verbais limitadas, eu consultaria o Método de Sugestão Rápida (em inglês, Rapid Prompting Method), (http://www.autism.com/danwebcast/index.htm#interviews).
Depois de que as intervenções biomédicas e de comportamento/ educação forem feitas, eu dirigiria minha atenção aos problemas sensores da criança. Muitos indivíduos autistas sofrem de hipersenbilidade ou de um sistema sensor hiposensível. Estes problemas podem ter a ver com a audição (por exemplo, sensibilidade a sons, ou então a criança aparenta ser surda), visão (por exemplo, sensibilidade a luz, problemas de atenção visual), tácteis (por exemplo, sensibilidade ao toque, insensibilidade a dor), equilíbrio (por exemplo, o indivíduo quer fazer alguns movimentos como balançar-se ou resiste outros movimentos), propriocepção (por exemplo, pular excessivamente), olfato (sensibilidade ou insensibilidade a odors) e paladar (por exemplo, uma criança com alta seletividade de alimentos ou que é chata para comer, ou que exibe sinais de um distúrbio do apetite ao comer várias substâncias indesejáveis. Há várias intervenções que podem reduzir ou eliminar muitos destes problemas, tais como o Treinamento de Integração Auditiva (AIT, ou Auditory Integration Training, em inglês, para audição http://www.autism.com/families/therapy/aitsummary.htm), treinamento de visão (http://www.autism.com/families/therapy/kaplan_int.htm), o método Irlen (visão, http://www.autism.com/families/therapy/irlen.htm), e a integração sensorial (equilíbrio/ táctil/proprioceptiva http://www.autism.com/families/therapy/king_int.htm).
As três abordagens de tratamento detalhadas acima se complementam uma às outras. Indivíduos autistas freqüentemente se tornam mais conscientes e mais motivados para aprender logo depois do tratamento das suas questões biomédicas e sensoriais. Uma criança pode obter resultados positivos com apenas uma das abordagem; porém, a combinação das mesmas poderá proporcionar resultados fantásticos e até a recuperação para algumas crianças.
O próximo passo Vale a pena examinar outras possibilidades de intervenção para o autismo, tais como o ensino estruturado, histórias sociais (http://www.autism.com/families/therapy/stories.htm), Intervenção para o Desenvolvimento do Relacionamento (em inglês, Relationship Development Intervention, ou RDI), o método Greenspan, imagens do Sistema de Comunicação por Intercâmbio de Imagens (em inglês, Picture Exchange Communication System, ou PECS) e as técnicas de relaxamento/ imagens visuais de Grodin (http://www.autism.com/families/problems/groden_int.htm).
Questões familiares Criar uma criança autista pode ser muito estressante para a família como um todo. Os irmãos às vezes se sentem ignorados porque muita da atenção dos pais é direcionada ao filho autista. O divórcio é muito comum em famílias com uma criança autista. Além disso, os parentes e amigos próximos podem se distanciar da família. É importante estar consciente destes perigos e tratá-los se os mesmos ocorrerem. Finalmente, é importante ser um forte porta-voz para a criança. Muitos profissionais estão conscientes dos sintomas associados com o autismo. Contudo, eles não querem tratá-los. A informação é uma ferramenta valiosa. Eu manteria todos os documentos e resultados de diagnósticos em uma pasta bem organizada. Sempre que possível, eu forneceria artigos relevantes e outros materiais informativos a terapeutas e outros profissionais que trabalham com a criança. Comom muitos outros pais de crianças autistas, eu provavelmente acabaria ensinando os profissionais que trabalham com a criança. É importante dar-se conta que o autismo é tratável, e há muitos recursos disponíveis, tais como livros, boletins, websites na internet e congressos. Eu começaria com as seguintes informações:
Leituras adicionais recomendadas - eu considero estas descritas abaixo como livros iniciantes.
Gerlach, E.K. (2003). Autism Treatment Guide. Second Edition. Arlington, TX: Future Horizons.
Hamilton, L.M. (2000). Facing Autism. Colorado Springs, CO: Waterbrook Press. Abordagem biomédica
McCandless, J. (2007). Children with Starving Brains: A Medical Treatment Guide for Autism Spectrum Disorder. Paterson, NJ: Bramble Books.
Seroussi, K. (2000). Unraveling the Mystery of Autism and Pervasive Developmental Disorder. New York: Simon & Schuster.
Comportamento/ Educação
Leaf, R., & McEachin, R. (1999). A Work in Progress: Behavior Management Strategies and a Curriculum for Intensive Behavioral Treatment of Autism. New York: DRL Books.
Lovaas, O.I. (2002). Teaching Individuals with Developmental Delays: Basic Intervention Techniques. Austin, TX: Pro Ed.
© 2007-2008 Autism Research Institute
http://www.autism.com/translations/pt/pt_wereaparent.htm


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Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva