AUTISMO
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Linguagem, sua desordem, seu desenvolvimento e o Autismo


Data: 18/4/2009 comentário 1/9

RELAÇÃO ENTRE AUTISMO E A DESORDEM DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM



Anomalias na linguagem são os problemas centrais do autismo. Isto nos leva a questionar o quão distinto é o autismo da desordem do desenvolvimento da linguagem. Churchill (l972) propôs que não haveria diferença qualitativa entre afasia do desenvolvimento e autismo, e que elas se diferenciariam apenas no grau de intensidade. Wing (l976) argumentou que enquanto é muito fácil reconhecer crianças portadoras da clássica Síndrome descrita por
Kanner e diferenciá-la da também clássica desordem do desenvolvimento da linguagem receptiva, as fronteiras dessas duas condições não estão claramente estabêlecidas.

"Se as crianças portadores destes problemas pudessem ser agrupadas em séries, iniciando pelas crianças mais autistas de um lado e continuando até a criança que não tem nada a não ser uma desordem no desenvolvimento receptivo da fala, precisaríamos da ajuda de Salomão para delinear a linha divisória entre as duas Síndromes."

Este item foi abordado em uma série de estudos feitos por Bartak e seus colegas (Bartak, Rutter & Cox, l975, l977). Êle iniciou seus estudos coletando um exemplo de linguagem de crianças com severos problemas em entender a linguagem falada, excluindo-se crianças com problemas auditivos ou com baixa inteligência não-verbal que frequentavam escolas especiais e unidades hospitalares. Elas então foram subdivididas de acordo com o critério de Rutter em l9 que se enquadraram na definição de autista, 23 que claramente não eram autistas, e que foram classificados como pertencendo ao grupo de afásicos receptivos do desenvolvimento. Este estudo confirmou que é possível haver uma severa desordem da linguagem receptiva sem
necessariamente haver autismo,e então indicou que deficiências de comportamento e socialização apresentados pelas crianças autistas não podem ser considerados meramente como secundários a deficiências de compreensão a linguagem falada. Isto também enfatiza a variedade e a abrangente natureza dos problemas comunicativos das crianças autistas, que extrapolam a comunicação verbal.

Kanner visualizou que as crianças autistas possuiam adequada competência para a linguagem enquanto que as crianças afásicas não foram mecionadas neste estudo. Ao contrário, crianças autistas apresentam problemas comunicativos mais severos e mais abrangentes que as afásicas.

Enquanto as afásicas eram caracterizadas por linguagem imatura, as autistas demostravam maior número de dificuldades, como ecolalia, problemas pronominais, sentenças esteriotipadas e linguagem metafórica. Porém, apesar das características linguísticas que diferenciam as crianças autistas e as crianças afásicas, haviam crianças que não puderam ser classificadas em nenhum grupo porque seu comportamento se encontrava entre os dois grupos.

Revisando estes estudos, Rutter (l978b) concluiu que enquanto haviam maiores diferenças entre afasia do desenvolvimento receptivo e autismo na severidade, limite e natureza do problema linguístico, assim como no comportamento, a existência de casos intermediários entre as duas categorias marcava a dificuldade de se traçar uma linha divisória perfeita entre elas.
Êle também percebeu que com disfásicos assim como o grupo autista, quanto mais a linguagem se assemelhava com o do modelo autista, mais igualmente se assemelhava a este modelo o comportamento, indicando que se pode discutir sobre níveis de autismo em crianças que não apresentam a Síndrome completamente.

Ainda mais, Rutter indicou que autismo e dificuldades de linguagem tendem a ser segregadas em mesmas familias, concluindo que "há fundamentais e importantes conecções entre autismo e pelo menos algumas áreas da disfasia".

Esta ultima citação ilustra em sua implicação que disfasia do desenvolvimento pode não ser uma condição única. O diagnóstico de disfasia do desenvolvimento tem sido tradicionalmente feita por exclusão: é uma categoria negligenciada que é aplicada a crianças cujas dificuldades de linguagem não podem ser enquadradas em nenhum outro diagnóstico. De acordo
com Bishop and Rosenbloom (l987), o termo disfasia do desenvolvimento é enganosa no significado de que exista uma única condição com uma única etiologia, e que se deve falar preferencialmente de forma mais neutra "desordem especifica do desenvolvimento da linguagem" e tem por objetivo desenvolver uma subclassificação daquelas desordens com base em sintomas
positivos, assim como outras características da linguística. É amplamente reconhecido que existem muitas crianças com desordens específicas da linguagem que são sociáveis e amigáveis, e não demonstram nemhuma evidência de ritualismos ou obsessões que são características do autismo. No entanto, Bishop & Rosenbloom descreveram uma forma de desordem específica do desenvolvimento da linguagem denominando-a de "Desordem
Semântico-Pragmática" que parecia ser exceção a esta regra geral. Nesta desordem há um atraso no desenvolvimento inicial da linguagem, mas a criança então se desenvolve com fala fluente, complexa e com perfeita articulação.
No entanto dificuldades receptivas podem dominar o caso clínico quando a criança é jovem, levando ao diagnóstico de afasia do desenvolvimento receptivo. Com o crescimento, estas crianças devem melhorar consideravelmente e se sair bem em testes de múltipla escolha de
compreensão. Problemas de compreensão são ainda evidentes, no entanto, em situações menos estruturadas, quando as crianças tendem a responder usando tangentes (para-respostas). Diferenciados de outras crianças com deficiência de linguagem, as com este tipo de linguagem tendem a apresentar poucas características autistas, mas não severas o suficiente e não por tempo suficiente para merecerem o diagnóstico de autistas.

Estas observações clínicas foram tentativas de confirmar as considerações preliminares de Rapin (l987) que estudou crianças de 3 a 5 anos de idade identificados como portadores de autismo ou desordem do desenvolvimento da linguagem. Neste estudo, a desordem de cada criança foi categorizada, primeiramente em termos do tipo da deficiência da linguagem observada, e depois em temos de até que ponto o critério para autismo se enquadrava em cada criança. Desta forma, a desordem no desenvolvimento da linguagem e autismo não foram analisados separadamente, ambas poderiam se apresentar em cada individuo estudado. Os distúrbios da linguagem neste estudo foram categorizados de acordo com os estudos de Rapin & Allen (l983), que inclue a categoria de Síndrome Semântico-Pragmática. Esta se sobrepõe
substancialmente aos estudos de Bishop & Rosenbloom - "Desordem Semântico-Pragmático" (Na verdade, nós seguimos a terminologia de Rapin & Allen evitando outros termos que indiquem a mesma condição, ainda que relutantes de usar a palavra "Síndrome " para o diagnóstico com claros e estabelecidos limites). Rapin reportou que a Síndrome Semântico-Pragmática
estava associada ao autismo, embora desordens de linguagem em crianças autistas não estavam restritas apenas a crianças autistas. No entanto, 7 dos 35 casos classificados como portadores da Síndrome Semântico-Pragmática não se encaixaram nas categorias para o diagnóstico de autismo, confirmando que uma criança pode apresentar este tipo de desordem, sem apresentar problemas de socialização e comportamento anormal suficientes para o diagnóstico de autista. O que podemos concluir sobre a relação entre autismo e desordem no
desenvolvimento da linguagem? Até agora, afasia do desenvolvimento está sendo vista como a única condição diagnosticada por exclusão, o quadro está confuso, com alguns sugerindo similaridades ente austimo, outros descobrindo marcadas diferenças. O reconhecimento da natureza das desordens do desenvolvimento da linguagem tem um longo caminho a seguir. Em geral, não há benefício tratar-se específicamente a desordem do desenvolvimento da linguagem e autismo como pontos em comum: a maioria das crianças com a desordem no desenvolvimento da linguagem apresenta problemas comunicativos que estão mais circunscritos do que aquêles apresentados por crianças autistas, e que não estão associados com qualquer anomalia de comportamento ou sociabilidade. No entanto, parece haver algumas crianças que, enquanto não se enquadram no critério de diagnóstico autista, apresentam algumas características autistas juntamente com dificuldades na linguagem e estes são aquêles típicamente com a quadro clinico de "Desordem Semântico-Pragmática". Porque afasia do desenvolvimento é um diagnóstico feito por exclusão, estas crianças tem sido radicionalmente classificadas sob este titulo, mas é questionado até que ponto isto é prudente, porque um único diagnóstico serve para denominar muitos tipos de dificuldades.

Traduzido por Tânia Ferreira, fonoaudióloga
British Journal of Disorders of Communication 24, 107-121 (1989)
SÍNDROMES DE AUTISMO, ASPERGER E DESORDEM SEMÂNTICO-PRAGMÁTICA: ONDE ESTÃO OS LIMITES?
D. V. M. Bishop
Departamento de Psicologia, Universidade de Manchester


Data: 18/11/2009 comentário 2/9

o meu filho tem 31 meses e foi nos dito numa consulta de desnvolvimento as seguintes palavras" realmente ele apresenta algumas caracteristicas do espectro autismo e a área afectada é a da linguagem não verbal" e ainda " ele apresenta dois aspectos a seu favor ser inteligênte o que facila a aprendizagem e o diagnóstico ser precose". Neste caso podemos dizer que estamos perante um sindrome semântico pragmático?


Data: 16/1/2010 comentário 3/9

Meu filho esta hoje com 4 anos e agora comecou a falar de modo que as pessoas entendem. Nao fala praticamente nenhuma palavra correta e parece um som "cantado". Nas respostas usa sempre elementos da pergunta como "Voce quer leite?', ele diz "que". Formula frases trocando a ordem das palavras como "iche tum que", ou seja, quero sanduiche de atum. E muitas vezes fala palavras que nao tem sentido algum ou nenhuma ligacao com a conversa, como palavras soltas. Moravamos nos EUA e ele ouvia 3 linguas simultaneamente ate seus 3 anos e meio (espanhol, portugues e ingles). La uma pediatra o pre-diagnosticou autista. Quando mudamos para o Brasil o levamos a 4 neuro-pediatras e fizemos todos os exames pedidos e ele comecou a fazer terapias na AACD. Como nada foi constatado ele foi desligado da AACD e fizemos, entao uma avaliacao com um psicologo, que tb disse que estavamos muito ansiosos e que ele nao apresenta caracteristicas autistas ou psicoticas. Seria entao uma Desordem Semântico-Pragmática? Por favor entrem em contato tatianafurtadousa@hotmail.com
Obrigada
Tatiana


Data: 16/1/2010 comentário 4/9

Referência ao comentário 4/4

Tatiana,

Meu filho tem hoje 15 anos, já teve e ainda tem menos, a fase relatada por voce, e com uma voz anasalada.
Palavras soltas aparentemente sem sentido, normalmente são ecolalia, referencia a situações acontecidas, filmes, etc... que ilustram a situaçào em foco, e quase sempre não são entendidas.
Uma das terapias trabalhadas pela fono foi justamente aproveitar esta ecolalia, ou seja, como as respostas dele sempre se relacionavam à ultima palavara falada por nós.
A fonoaudióloga Erica Fornero, de BH, trabalhou assim:
Dividiu o universo das palavras inicialmente em 4 grupos: quem, onde, o que, e o fazer (verbos).Desta forma todas as perguntas deveriam ser finalizadas com uma destas palavras.
Então se vamos perguntar fica então:
O que: Voce quer comer o que?
Fazer: O que voce vai comer?
Quem: Aquela pessoa é quem?
Onde: Voce vai onde?
Fizemos um livro de comunicação com fotos de pessoas, coisas, lugares e ações da vida dele.
Cada um desses grupos era colocados em partes do livro com cores especificas, tipo rosa: onde, verde: quem, amarelo: o que, laranja: fazer (não me lembro se as cores eram estas mesmas).
Da forma colocada, som e cor, era associado às palavras.
O treinamento era feito em consultório, e no comercio próximo, tipo padaria, lojas R$1,99.
O Alexandre tinha de se comunicar:
Alexandre: Oi!
Vendedor: Voce quer o que?
Alexandre: Eu quero 1 refrigerante, 1 salgado.
Vendedor: Voce quer qual refrigerante?
Alexandre: Guaraná Kuat.
Vendedor: Voce quer qual salgado?
Alexandre: Coxinha.
Recebido....
Alexandre: Obrigado.
Alexandre: Oi!
Eu quero catchup.

E assim a comuinicação ia saindo.
Foi evoluindo e por conta dele: Oi! Por favor eu quero isso ou aquilo.
Hoje ele ainda fala pouco, mas a fala ainda é bem longe do desejado, mas já é bem funcional.
Sobre ansiedade, realmente esse é um problema que enfrentamos, sempre queremos resultados imediatos.
Sempre digo, quando temos o diagnóstico, que normalmente acontece por volta dos 2 a 3 anos de idade, devemos de certa forma, deixar o autista meio que em segundo plano, e trabalharmos nosso luto, e aceitação, devemos redefinir nossos conceitos e projetos em relação à vida. Nesse momento estamos no máximo de nossa ansiedade, não conseguimos pensar direito, passamos a querer fazer tudo e absorver todo o conhecimento possível a respeito do autismo, e no fim acabamos adoecendo.
Eu tive uma crise aguda de labirintite, que me fez parar completamente por 1 mês, não conseguia nem assistir TV.
Uma mãe me disse, que teve uma crise de depressão que produziu até paralisia nos braços.
Concluindo, devemos nos tratar, e bem. Porque doente cuidar de doente, normalmente não dá muito certo.
Com uma visão mais crítica e objetiva, sabendo identificar e separar os problemas, nossos, de nossos filhos, pessoais e profissionais, é que podemos promover ações bem planejadas, elaboradas, com pés no chão, com ansiedade controlada, e fazer o melhor "possível" p/ nossos filhos.

Eduardo HCS




Data: 19/4/2010 comentário 5/9

Oi, Eduardo.
Obrigada pela resposta. Desde janeiro meu filho melhorou muito, uma coisa maravilhosa e que ele ja esta desenvolvendo uma fala que eu diria "espontanea" sem repeticoes e sabendo expressar exatamente o que quer, com uma fala meio dificil de entender mas ja com frases curtas.Entende e respeita ordens. Problemas com a socializacao ele nunca teve, apesar de preferir jogos solitarios do que coletivos, ele ama o "gameboy" e outros games. Na escola ja esta aprendendo as letrinhas e numeros, sabe todas e as reconhece. Escreve algumas palavras curtas tambem. Hoje tb ele ja sabe quem e quem, chama as pessoas pelo nome, que tb foi um grande progresso. O que ajudou muito foi ele ter entrado na aula de atelier e musica que eu botei a pedido do psicologo. Em maio ele tera uma nova avaliacao tanto pela AACD quanto com o psicologo. Gostaria de , se possivel, continuar trocando ideias com vc. Muito obrigada novamente.
Tatiana


Data: 30/5/2010 comentário 6/9

Oi, primeiramente obrigado pelo texto informativo, muito esclarecedor para minhas duvidas desse momento dificil que estou passando. Sou mae de um menino de 2 anos e 5 meses no qual foi diagnosticado dentro do aspectro autista ha quatro meses atras. Moramos em Islandia e meu filho ouve 3 idiomas, ele ainda nao fala mas balbucia muito e diz a ultima letra de uma palavra na lingua daqui ( sabemos que ele se referere a essa palavra porque faz sentido com a intencao dele ao dize la). Eu estou sofrendo muito com esse diagnostico mas ao mesmo tempo tenho minhas duvidas pois quando ele foi diagnosticado ele nao respondia quando era chamado pelo nome e nao satisfeita fui ao otorrino no qual foi visto que ele tinhas adenoides no nariz e o ouvido estava com muita secrecao parada deixando o assim com a audicao afetada( nao sabemos por quanto tempo ele estava assim). Foi retirada as adenoides e posto dois drenos no ouvido e agora sim vemos que ele ja escuta mas ainda assim nao comecou a falar, fato que me esta deixando muito apreensiva e com muita duvida se ele é realmente autista ou nao. Fora isso ele é uma crianca muito inteligente, odeia rotina, muito ativo, adora tv, musica, jogar bola, dancar e brincar com as pessoas ( com excessao das criancas de sua idade) ja por outro lado ele nao aponta ao que quer e sim conduz a minha mao para alcancar algum objeto, as vezes anda na ponta do pe e move as maos no movimento flaping ( mas isso por poucos segundos), quando nao faco sua vontade ele grita e se joga no chao e infelizmente comecou a atirar coisas no chao e em mim para superar sua frustracao... Enfim, é uma duvida cruel e por isso que por favor te peco ajuda a me esclarecer algo pelo ao menos sobre o desenvolvimento da linguagem ja que tenho muito medo de que meu filho nao fale sendo autista ou nao. Meu e mail é silvanabahia2@gmail.com.
Muito obrigado
Silvana


Data: 24/9/2010 comentário 7/9

Olá, sou professora de duas crianças autistas. Uma de 9 anos que apresenta a fala ainda em desenvolvimento, ou seja apresenta ecolalia repetindo tudo o que ouve anteriormente(dias atrás).Manifesta sua vontade de ir ao banheiro dizendo . No mais tenta mostrar através de ações.Já consigo interagir bem com ele e ele já entende meus comendos.Inicialmente foi muito difícil pois só gritava e se auto agredia quando não o deixava fazer o que quer.Hoje tenta demonstrar e falar algo que às vezes não consigo entender. Então ele me dá a mão e mostra o que deseja.Tento fazer com que repita o que quer quando entendo seu desejo, mas ele não fala.O outro aluno tem 13 anos, fala até demais. Também apresenta ecolalia e necessita o tempo todo que eu responda a mesma pergunta várias vezes.Quando me canso retorno para ele a pergunta e ele responde e continua perguntando. Aí eu dou uma resposta qualquer e ele responde dizendo que não é isso e dá a resposta.O que gostariade saber é o seguinte: como poderei aplicar testes para descobrir se o aluno de 9 anos já identifica o sistema da escrita( sabe ler). Já consegui descobrir que ele conhece os numerais até 30 e suas quantidades até 20 fazendo as associações.O outro conhece todo o alfabeto mas não percebe a relação sonora das letras e sílabas.Não sei se estou me fazendo entender. Espero alguma resposta. Obrigada .Rita da Cassia.Brasília/DF.23/09/2010


Data: 10/10/2011 comentário 8/9

Olá

Poderia me ajudar?
Meu filho foi diagnosticado por disfasia do desenvolvimento e tenho sérias dúvidas a respeito:
1-Teve pouco estímulo até os 3 anos.Eu muito ausente(trabalhando e viajando)e a pessoa que cuidava pouco conversava.Nem pensava e já estava na mão.Muito mimado por ser filho único e o primeiro neto.
2-Começou a falar depois que eu e meu marido se posicionou(depois de 3 anos).
3-Começou a frequentar escola este ano.
4-Teve poucos contatos com crianças.
5-Não gosta de que estranhos fale com ele ou pessoas que tem contato
Pode me ajudar


Data: 8/6/2013 comentário 9/9

Olá!

Meu filho tem três anos completos e apenas emite sons.Foi diagnosticado como um autista "leve",pois tem uma interação muito boa,é carinhoso,sociável,e principalmente entende tudo o que dizemos.Comunica-se através de sons, ou apontando o que quer...Comecei a fazer uma dieta sem caseína e glúten, além de fazer fono,terapia e equoterapia,mas tenho achado os resultados muito lentos. É muito inteligente.Apresenta apenas uma pequena estereotipia que é o balançar das mãos nos momentos de euforia,não isolados.Estou um pouco desanimada com a dieta,pois como o quadro é muito leve,ela tem que ser muito rígida,para obter-se realmente um resultado.Ouvi falar em alguns medicamentos,outras atividades estimulantes e até mesmo tratamento com células tronco.Leio muito,pesquiso,mas confesso que estou um tanto cansada.Para falar a verdade, gostaria de uma opinião em relação a linguagem especificamente,algo que pudesse fazer para estimulá-lo,algum tratamento diferenciado,técnica,etc.
Por favor,preciso de uma opinião.


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Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva