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Irmaos de Autistas


Data: 11/4/2009 comentário 1/1

RELAÇÕES FRATERNAS DE IRMÃOS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – Parte I e Parte II

Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Consultora em Educação Inclusiva
Psicóloga e Pedagoga especialista
Instituto Inclusão Brasil
marina@iron.com.br

Na maioria das vezes as famílias acreditam erroneamente que os irmãos sem deficiência têm mais recursos para acolher todas as vicissitudes acometidas pela presença de outro filho com deficiência na família. No entanto temos observado na prática e infelizmente ainda na pouca literatura sobre o assunto, que os irmãos precisam do apoio dos pais e dos profissionais.
Sabemos que esta questão não se esgota com estas contribuições aqui pensadas e vividas no atendimento de irmãos que possuem em sua família outro filho com deficiência.
Vínculo é ligação, é o que une. Os irmãos estabelecem diferentes vínculos entre si. “A relação fraterna compreende diferentes transações emocionais, podendo ser amigáveis e positivas ou negativas e destrutivas” (Oliveira, 2005, p.104). A autora acrescenta que os irmãos podem estabelecer diferentes vínculos com diferentes irmãos, envolvendo diferentes graus de proximidade afetiva.
Os autores destacam três condições que favorecem o desenvolvimento do vínculo fraterno: alto grau de acesso entre os irmãos, necessidade de identidade pessoal significativa e insuficiência parental. Conforme estes autores, os vínculos serão mais intensos e exercerá maior influencia se os irmãos forem muito próximos, tiverem muito acesso entre si e quando, somado a isso, eles tiverem insuficiência no cuidado parental. Nesses casos, os irmãos poderão usar um ao outro como pilar.
Geralmente, os irmãos são deixados de fora na grande maioria do processo das participações de encontros com profissionais, escola, instituições, envolvendo apenas os pais e o irmão com deficiência.
Notamos que o papel do irmão sem deficiência fica ao longo do tempo esvaziado de significado, contudo predominam-se as cobranças, responsabilidades futuras e a necessidade quase que imposta da convivência pacífica e compreensiva frente a deficiência.
Não são oferecidas aos irmãos sem deficiência oportunidades para se escutar o que eles pensam, sentem, quais as suas preocupações, quais são as suas necessidades, quais são os obstáculos que enfrentam e quais as suas possibilidades de desenvolvimento pessoal.


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Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva