AUTISMO
DISCUSSÕES E COMENTÁRIOS
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Fixações Autisticas


Data: 24/7/2004 comentário 1/6

Meu filho fabiano, de 9 anos de idade, tem verdadeira obscessão por cachorros;é capaz de ficar duas horas em pé numa calçada assistindo a um cachorro latir.Isto limita muito sua vidinha e dificulta seus passeios a´pé,pois se irrita quando tentamos tirá-lo para continuar uma caminhada.
Gostaria de saber se alguém passa pela mesma situação,ou algo parecido?
Ivana / Niterói
E-mail :ivana_vasconcellos@yahoo.com.br


Data: 25/7/2004 comentário 2/6

Ivana,

O Seu filho tem cachorro? Meu filho, Alexandre, também tem 9 anos de idade, não tem obscessão por cachorros, mas tem gastura de filhotes. Em casa sempre tivemos cachorros, e dos grandes. Tivemos Coli, Pastor Alemão e agora estamos só com uma Boxer. Sempre tivemos 2. Se voce nào tem cachorros, e quiser arranjar 1, qualquer das tres raças são boas, cada uma com uma particularidades boas. O Coli, é extremamente dócil, barulhento, e inteligente, mas como dizem, é indolente. O pastor alemão, o que mais gosto, é um verdadeiro pastor, adequadamente criado, se torna dócil, é inteligente, protetor (qualidade especial), sempre disponível p/brincar, impõe respeito, etc...
O Boxer, extremamente dócil, inteligente, brincalhão, sempre disponível, muito feio e por isto impõem respeito.
Não aconselho cachorros pequenos, porque toda criança costuma maltratrar, ou não sabe tratar adequadamente, e acabam matando. Já os de médio e grande porte se fazem respeitar, e acabam ensinando, além de não se machucarem com facilidade. No coli e no pastor o Alexandre, o Alexandre quase cavalgava neles, além de pisar no rabo, etc... O Boxer não tem rabo. Estes cães normalmente lidam com a situação sem apelar para os dentes. É claro estou falando de cães, com tratamento adequado para não serem bravos.

Eduardo HCS


Data: 26/7/2004 comentário 3/6

Eduardo,
Já tive labradores e hoje tenho uma lhasa apso que é super paciente e dócil com ele,embora afirmem que esta é uma raça traiçoeira.Dori, a lhasa, interage com o Fabiano em brincadeiras com bola e também já sabe quando deve se esconder .O fato é que o interesse maior é com o cachorro alheio, ou seja, do vizinho.
Hoje mesmo estou chegando de um passeio à Paquetá,onde vou com freqüencia, e o meu filho ficou a manhã inteira vendo o cachorro, que ele apelidou de Gepeto ,latindo de um lado para o outro ; haja paciência de MÃETISTA para agüentar!
É claro que os cães já me ajudaram muito a enriquecer o vocabuário do meu pimpolho,mas tudo tem limite e da forma como se comporta é lógico que não é sadio. O que o impressiona são os latidos,o barulho que fazem o deixa radiante.
DE qualquer forma, Eduardo, já estava com muita vontade de comprar um boxer e falar com você me fez muito bem!
Muito obrigada e aquardo novos contatos!
Um abraço. Ivana


Data: 16/7/2006 comentário 4/6

Minha filha Amanda, tem obsessão pór muitas coisas, concretas ou abstratas.
Tem momentos que ela tem medo de sombras, ou diz que é o monstro, tem momentos que ela tem medo de borboletas (do jardim), ou medo de ir dormir, medo do céu (dia) por ser azul, ou medo do céu (noite) por ter estrelas, medo da chuva, medo da propaganda na TV (Banco Itaú ), medo da Hellmann´s (maionese), medo de personagens de historinhas infantis (leão, lobo mal, anão, branca de neve, etc.) Medos que na nossa opinião, significam que ela não entende a diferença existente o imaginário e a realidade. A realidade que ela vive é muito diferente da realidade que nós vivemos e ela não consegue transpôr isso. Ela não parece ter capacidade para viver a nossa realidade.Quando deixamos de dar importância para todos os medos da Amanda, mais ela se fixou na realidade. Raras vezes ela me diz que está com medo do monstro - então eu digo : oi monstro, e chau monstro.... e falo para ela ele já se foi. Ela percebe que eu estou trazendo ela para a realidade e acolhendo ela (com todas as ´fantasias´ dela). Dar segurança e amor é primordial !
Cristina e Hari


Data: 8/2/2007 comentário 5/6

Meu nome é Ana e tenho um filho de 11 anos Asperger,meu marido arrumou um dálmata,mas ele nem chega perto do cachorro,ele demonstra receio na rua qdo passa um perto da gente, se esquiva e logo me segura.Tentamos matê-lo em contato com o bicho,mas ele nem chega no quintal.Não insisto com ele sobre isso, deixo-o à vontade.Gostaria muito de entrar em contato com mães de asperger,e outras pessoas que se interessarem pelo assunto.Sou apenas uma mãe interessada e disposta a ajudar no que puder.Meu e-mail e msn é abasmarques@hotmail.com.Assim aqueles que me adicionarem no msn logo se identifiquem,para que eu possa saber do que se trata.Sou do DF e se alguém souber de novidades,associações ou qualquer outra informação por favor me contatem.

Obrigada e felicidades a todos que buscam conhecer e amar um autista.

Deixo um texto muito bonito e que gosto muito.

AUTISTANDO
Quando me recuso a ter um autista em minha classe, em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente a mudanças de rotina.
Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino, estou sendo agressivo.
Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feita por mim, estou usando o outro como ferramenta.
Quando, numa conversa, me desligo, “viajo”, estou olhando em foco desviante, estou tendo audição seletiva.
Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer, posso me mostrar inquieto,ansioso e até hiperativo.
Quando fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo com o dedo, mordendo a caneta ou coisa parecida, estou tendo movimentos estereotipados.
Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos, estou tendo atitudes isoladas e distantes.
Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro meus bibelôs, estou sendo agressivo e destrutivo.
Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, corro atrás de ladrões, estou demonstrando não ter medo de perigos reais.
Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoa queridas, estou evitando contato físico.
Quando me deparo com situações que constrangem meu semelhante e não me incomodo, estou tendo comportamento indiferente.
Quando dirijo com os vidros fechado e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair, estou tendo risos e movimentos não apropriados.
Somos todos autistas.
Uns mais, outros menos.
O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisia e em outros (os rotulados), sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.

Scheilla Abbud Vieira


Data: 18/1/2009 comentário 6/6

eu tenho sindroma de asperger, mas no meu caso e um caso ligeiro. mas nao acho estranho uma crinça pequena estar horas a fio a olhar para um cão, eu tenho 18 anos e o k eu gosto mais de fazer e passear com os meus caes, e se poder passo dias inteiros com eles, por isso n e nd estranho uma criança pequena o fazer.
se o seu filho gosta de comtemplar os caes k ve na rua poderia oferecer-lhe um cão e kd vão passear levar o cão e permitir o a criança ajude a cuidar do cão, assim ele n ficara horas a contemplar outros caes e tera consigo sempre amigo k lhe trará segurança.


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Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva