AUTISMO
DISCUSSÕES E COMENTÁRIOS
Inicio | Temas

Deficiencia Mental e Autismo


Data: 28/12/2008 comentário 1/13

Nós pais somos, frequentemente, tomados sustos em relação a nossos filhos autistas, o que nos tras um grande sentimento de culpa, mesmo sem maiores conseqüências, imaginem se houverem maiores conseqüências.
A verdade é que por mais cuidado que possamos ter com nossos filhos autistas, é quase inevitável eventuais sustos. Existe também um outro lado, o autista é uma criança, um adolescente ou adulto, a quem não podemos negar a felicidade da liberdade. Temos que saber medir bem os limites do perigo e da liberdade para garantir-lhes segurança e felicidade.

Para evitar constrangimentos e preservar a privacidade dos depoentes, os nomes e lugares figurados nos depoimentos foram alterados.


Data: 28/12/2008 comentário 2/13

Voces não imaginam o susto que passamos agora!
Chegando do restaurante deixamos a porta de entrada aberta por descuido. Após darmos conta do descuido vimos que o Denis saiu. A Juliana (mãe ) saiu a pé gritando por ele. Eu sai de carro percorrendo todas as rua próximas. Nada.
Fiquei imaginando onde ele iria se o soltássemos assim. Os únicos lugares que imaginei seriam as casas dos avós a 2 e 3 km daqui, mas primeiro iria percorrer as proximidades.
Retornei a nossa casa para saber notícias.
Uma vizinha de meus pais o viu na rua, a aprox. 1 km daqui, entre nossa casa e a de meus pais. Nesse momento ele já quase havia sido atropelado. A motorista tentou conversar com ele, mas ele não deu a mínima pra ela.
Havia uma passageira com quem ele simpatizou e quem ele abraçou, beijou. A motorista que viu um pessoal reunido mais a frente deduziu que ele viera de lá. Por sorte, dentre eles tinha uma vizinha de meus pais.
A vizinha, a motorista o colocaram no carro e o trouxeram. Aqui a Fabiana em prantos sentou numa cadeira com aquele sentimento de alívio, meio abobada. Haja coração!!!!
A vizinha correu na cozinha, pegou um copo d'agua para ela. No entregar do copo, o muleque do Denis pegou o copo, bebeu com aquela sede e devolveu o copo!!!!
A passageira virou pro Denis e agradeceu a ele por ter levantado a moral dela!!!!
No retorno da procura, quando cheguei, elas já haviam saído.

Agora estou pensando em arranjar uma pulseira com uma plaqueta de identificação para imprevistos como esse de hoje.
Cartões ele pega, embola e joga fora.

Quem já passou por isso, que soluções adotou?

Grato

João


Data: 28/12/2008 comentário 3/13

Não sei se é algum sinal de melhora ou piora, mas o Denis está ficando difícil!

Depois do susto relatado acima aconteceram outros de menor proporção. O ultimo susto foi mesmo só um susto, nem deu tempo de entrar em pânico. Eu estava conversando com meu irmão ao telefone, tranqüilo! Batem a porta. Peço meu irmão para esperar e vou abrir a porta. Lá estava uma senhora, carregando no colo uma criança e uma outra criança do lado. Perguntei a ela: O que deseja, em que posso servi-la, alguma coisa assim. Ela disse: Esse menino é seu? Foi quando reparei nas crianças, digo na que estava no colo, pois a pergunta foi dirigida a ele. Fiquei sem o que dizer!.... Então eu disse: Denis! O que você está fazendo ai?.... Como ele teria saído? As chaves das portas de saída ficam em meu bolso! Ele foi encontrado na avenida que dá para o fundo de nossa casa. A senhora o achou lá, saiu perguntando se alguém sabia quem seriam os pais daquela criança, procurou até nos encontrar. O que aconteceu? O nó cego de um peão que contratei para fazer uma capina no lote de meu pai que dá para nosso quintal deixou aberto o portão que dá para esse lote, mesmo depois de ter recebido a orientação direta e imperativa de deixa-lo fechado.


Data: 28/12/2008 comentário 4/13

Continua...

Outro dia foi na loja do avô, deu uma escapulida, sem ninguém perceber, entrou numa loja próxima, escolheu um caminhão de brinquedo, daqueles grandes, foi para trás de um balcão e ficou lá brincando. Já era quase hora de fechar o comércio, alguns logistas já estavam fechando. Quando a Juliana deu falta do Denis saiu desesperadamente chamando por ele. Nada. A procura começou então a ser de loja em loja. Um vendedor vendo o movimento foi lá pra saber o que se passava. Foi quando ele disse que tinha uma criança na loja dele, que não dava conversa pra ninguém. Quem era? O Denis .



Novos perigos estão surgindo: O Denis agora aprendeu a riscar fósforos , destrancar portas, subir em telhados, etc... Por outro lado ele já fala várias palavras, está mais tranqüilo, mais sociável ....


Data: 28/12/2008 comentário 5/13



Uma vez João, coloquei uma correntinha de ouro no Alvaro, mas arrancou.
Coloco sempre com um alfinete, por dentro da suas blusas uma identificação
pequena.
Somente coloco nas costas qudo. sai para escola sem o seu pressentimento.
Tem dado certo.
Que susto heim amigo.
Que Deus o ampare.

Cynthia


Data: 28/12/2008 comentário 6/13

Puxa, amigo

Já levamos dois sustos parecidos com o Tito. Uma vez o encontramos na pracinha, quase vizinho a nossa casa, outra vez ele já estava perto da pista (onde passa os ônibus, sua paixão), a duas quadras e tbém já quase havia sido atropelado. Uma pessoa aqui da rua estava com ele. É susto para o coração disparar por um bom tempo.

Das duas vezes o portão da garagem foi dexado aberto, por descuido. Nossa providência foi redobrar o cuidado com os dois portões de saída do lado da garagem, pois os da frente são sempre fechados.

Agora me dou conta que isso não é suficiente.Não somos infalíveis, temos que reconhecer. A pulseira de identificação é uma alternativa, porém tem que ser muito resistente, senão...

O pior João é que o Tito não tem noção de perigo nessas situações de rua, e a possibilidade de atropelamento é mto gde, Já no mar ele não se arrisca, assim como não pula de lugares altos. Já pulou, mas não pula mais na piscina, pois ainda não sabe nadar...etc. Acho que a obssessão por carros, fala mais alto.

Legal mesmo foi o Denis se antecipar em tomar agua, devia estar com muita sede da caminhada...aposto que vai dormir morto de cansado...grande Denis!
Fabiana, relaxa amiga, já passou...

Também aguardo as sugestões dos amigos,
Abraços,

Arlene




Data: 28/12/2008 comentário 7/13

João e Fabianal

Posso imaginar o que vocês sentiram! Dá um vazio esquisito na gente, não dá?. A Luzimar também já fez uma dessas, só que não foi na rua, foi num shopping. Era aniversário da Maria, minha outra filha e fizemos uma festinha num Mc Donalds. Aquela confusão, teatrinho, parabéns e de repente alguém: _Cadê a Luzimar??? Gente, eu saí desesperada prá porta principal do shopping, falei com seguranças, meu marido, convidados, todo mundo. Aqueles minutos pareciam séculos! Não demorou nem 10 min e meu pai a achou: Estava calmamente entrando naqueles parquinhos de recreação que têm nos shoppings para as mães deixarem os filhos ´para elas fazerem compras. Já tinha até tirado os sapatos e tudo.
Eu nunca tinha pensado em usar identificação nela, mas é bom pensar. Meu pai é que brinca que o Anjo da Guarda da Luzimar tem que trabalhar em tempo integral, não pode nem pensar em descansar. Acho que o do Alexandre também, pelo visto.
Haja coração...
Abraços

Acácia


Data: 28/12/2008 comentário 8/13

João e Fabiana

É um susto mesmo, mas que bom que tudo deu certo,... também já passei por isso e a situação é terrível.
Também pensei em uma pulseira (acho a melhor solução), mas ainda não consegui alguém p/ fazê-la do jeito que quero. Mas, a solução está próxima pois já tenho um novo contato que talvez dê certo.
Por enquanto, tô sempre colada nele ,feito superbonder (o que às vezes é missão impossível), e também escrevo o nome e telefone c/ canetas acrilex em etiquetas, golas internas, mochila, enfim, tudo o que dá .
Tenho uma amiga que prega um crachá por dentro da jaqueta, ou põe no bolso.
No caso do Geraldo, essa solução não é possivel, pois ele detona tudo.
Dê um beijinho no "levado" por mim.

Maria


Data: 28/12/2008 comentário 9/13

Nossa, Jõao e Fabiana, o susto é mesmo terrível, né? E a gente se sente tão impotente, tão pequenininho! Graças a Deus que tudo acabou bem ! A Débora é muito 'fujona'. Quando era menorzinha, a 50 m da casa de praia passava uma rodovia super movimentada... várias vezes a pegamos lá, tentando atravessar para o mar, ônibus freando em cima dela, motoristas chingando... mudamos para uma praia tranquila; lá, ela fugiu um dia desses, mas felizmente entrou na casa da vizinha, tomou um monte de café, que ela adora, e depois a trouxeram de volta. Aqui em Curitiba também, sempre que escapa à nossa vigilância ela entra nas casas dos vizinhos, e acaba sendo encontrada por nós ou trazida de volta. Uma vez, porém, em 1996, ela saiu sem que percebêssemos, pois alguém esquecera o portão aberto, e só notei depois de algum tempo. Procuramos pelo bairro todo, de casa em casa, tudo quanto era terreno baldio (nessas horas a gente só pensa coisa ruim), chamamos polícia... horas depois conseguimos encontrá-la num orfanato!!! Alguém chamara o SOS Criança e, como não conseguiam se comunicar com ela, levaram-na para lá. Quando chegamos, as freiras estavam tentando alimentá-la! Depois dessa, ela ficou um bom tempo sem sair... e nós muito mais vigilantes! Mas, como disse a Arlene, não somos infalíveis, e eles são muito espertos, não dá para contar só com a vigilância . Já tentei de tudo para identificá-la, e tudo ela destruiu. Na escola usam crachá, mas o dela ela já fez picadinho faz tempo. Também escrevo nome e telefone nas roupas, embora saiba que numa situação dessas ninguém vai conseguir ler nada em suas roupas... risos... Concluimos que o ideal seria uma pulseira super-resistente, fácil de ler, mas ainda não encontramos nada resistente o bastante - tem que ser muito resistente mesmo, e impossível de abrir . Enquanto isso, vamos contando com a ajuda de todos os anjos!

Abraços...

Diva


Data: 28/12/2008 comentário 10/13

João, que coisa!!

Que momentos sofridos vocês devem ter passado . Quanto à pulseirinha, ou cordãozinho do tipo militar... Sei lá, cê acha que
o Denis vai aturar isso? Depende muito da aceitação dele. Se amassa cartõezinhos de identificação (que eu particularmente acho bem mais legal) , imagina se ele vai querer usar pulseira ou cordão. Uma vez assisti a uma cena de novela (que, falam de coisas reais , por isso também são cultura , hehehe). Aquela Esplendor que tem o menino Gui que não fala . Em determinado capítulo o menino se perdeu deixando todo mundo nesse desespero todo que a gente está debatendo, logo que o menino foi encontrado, a governanta e anjo-da-guarda do menino tratou logo de providenciar um cordãozinho do tipo militar com a identificação do Gui . Logo, chegou o Pai do menino e tratou logo de retirar o cordão, já que não achava certo identificar seu filho com alguma coisa que parecesse uma coleira. Fiquei pensando a respeito...

Não sei... Desculpe se estou sendo grosseira com o exemplo, amigo. Na verdade temos que pesar o que é necessário para a segurança dos nossos filhotes e o que soa agressivo para eles. Desculpe, esse meu ponto de vista não está muito bem definido. Não sei se é muito legal , cabe a você e a Fabiana tomarem a decisão que acharem mais adequada para o anjinho de vocês.
E Mais uma vez, Obrigada Deus por ter protegido mais uma de nossas amadas crianças neste fim-de-semana .

Abração

Almira


Data: 28/12/2008 comentário 11/13

Almira


Estou me metendo no assunto, porque não sei se concordo muito com você...Também estou p/ fazer uma pulseira de identificação p/ o Geraldo, já tentamos muitas coisas, mas ele às vezes escapa, apesar de olharmos o tempo
todo . Deu bobeira, foi...Não sei se você já teve essa experiência c/ o Lipe, é horrível... a sensação
de vazio, de impotência , de culpa, junta tudo e você não sabe o que faz, Já passei por isso algumas vezes, e o que mais me preocupava, era que se outra pessoa o achasse, não conseguiria nos achar, pois o Biel quase não fala. Acho que vai dar o maior trabalho p/ que ele se acostume com a pulseira, também acho invasivo, mas é necessário para a segurança dele mesmo. Com o cinto de segurança, foi a mesma coisa...lutamos por algum tempo, elereclamou, mas agora já usa normalmente. Ninguém gosta de andar de cinto , mas é necessário, então vamos fazer .Vamos conversando, falando da necessidade, forçando um pouco a barra e ele se acostuma. Acho que temos de fazer tudo para preservá-los e a nós mesmos. Já pensou se uma criança nossa fugir e nós tivermos deixado passar a oportunidade de identificá-la porque ele não queria e desanimamos de tentar ? Já pensou se isso acontecer o sentimento de culpa que deve dar? Sei que isso não evitará que ninguém deixe de dar escapulidas , mas é mais uma chance de ser encontrado rápido, evitando outros traumas. Não sei se isso é errado, mas estou partindo p/ essa atitude. Já arrumei um joalheiro e ele irá fazer uma pulseira de prata , com plaquinha e com o feicho que só outra pessoa consegue abrir, o Geraldo não conseguirá . Não sei se o João e a Fabiana, pensam assim , talvez achem outras alternativas até melhores. Mas, eu vou fazer...se der certo ou não passo a experiência
prá vocês, ok ? Beijos,

Maria


Data: 28/12/2008 comentário 12/13

Pessoal

O Denis também não permite fitinhas, crachás, cartões. Sempre que vamos ao Shopping coloco bem disfarçadamente um cartão de identificação, mas logo ele acha embola e joga fora. A solução da Arlene é boa. Acho que a solução é algo tipo pulseira mesmo, já pensei até num GPS ( só se fosse rico !!! ). Estava pensando numa pulseira de relógio, devidamente adaptada, deve ser o que vou tentar primeiro. Pensei em mandar fazer uma pulseira de prata como pensou a Maria, mas depois pensei que isso poderia ser perigoso. Acho que o mais seguro seja uma pulseira de latão cromado ou de aço inox, metais não preciosos.

Quanto ao uso, parecer uma coleira, não vejo assim. Por ex.: diabéticos e outros usam plaquetas e cartões de identificação, que estão sempre salvando suas vidas . Desde que nascemos somos classificados e numerados, o que não é muito diferente, temos que ter e carregar conosco carteira de identidade, carteira de motorista, cartão de banco, etc .. , só não tem forma de
coleira, mas seguram muito mais do que uma coleira.

Imaginem como teria sido se o Denis já estivesse com uma pulseira. A pessoa desconhecida que o achou, o teria trazido diretamente nós. Já imaginaram se esta pessoa não tivesse encontrado pessoas que conhecessem o Denis? Quanto tempo levaria para ele ser achado?

Entro em pânico só de pensar.

Obrigado a todos pela força.

João


Data: 10/12/2010 comentário 13/13

Meu filho, me deu um susto desses estes dias, to tentado comprar aquelas pulseira tipo lacre que coloca-se em recem nascido, como nome e telefone de contato, pois assim so sai se cortar pq ele não deixa nada no braço, nem relogio. cordão então com plaqueta nem pensar ele tiraria. se aparecer alguma outra solução me falem.


Faça o seu comentário

Para validação, copie a palavra AUTISMO, exatamente como está escrita, no campo a seguir:









Esta página foi construída em 19/09/99, última atualização 20/03/2009.
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva