Indentificação - Sugestões


Problemas muito comuns no dia a dia dos pais e seu(s) filho, que tem autismo são os sumiços do filho, seja uma fuga de casa ou durante um passeio, como uma simples ida ao shopping.

Já nos vimos nessa situação por diversas vezes, que por sorte, sem maiores consequências.

Nosso filho já saiu de perto de nós pais, no shopping por 2 vezes.

Uma vez num shopping, de BH, tínhamos acabado de estacionar o carro, abri a minha porta e não sai imediatamente, porque estava conversando com minha esposa. O Alexandre saiu pelo espaço entre meu banco e a coluna central do carro, em que fosse percebido. Logo que descemos do carro, percebemos a falta dele e foi aquele pânico. Sem a menor estrutura de segurança para situações como esta, o shopping não dispunha de um simples sistema de som. Os seguranças das entradas foram avisados por outros seguranças, do estacionamento, que trabalhavam de bicicleta e que foram assim equipados, de entrada em entrada avisando do sumiço do nosso filho. Ele foi encontrado por nós mesmos, em cima de um brinquedo, aviãozinho. Depois desse dia, nunca mais voltamos a esse shopping.

Outra vez foi no BH Shopping, que merece ser identificado pela eficiência nas medidas de segurança. Este sim equipado com um sistema de som e comunicação eficientes, comunicou a todo o shopping o desaparecimento, com o descritivo das roupas, idade, e características pessoais. Um tempo depois, novamente ele foi localizado por mim junto ao nosso carro (Ôh senso de orientação!), ele pensou que estávamos indo embora e se adiantou para o carro. Voltamos p/ o interior do Shopping, e estávamos juntos, quando uma jovem se aproximou e perguntou: Alexandre? Respondemos: Sim. Já foi encontrado. E ela se foi.

Falei 2 vezes, mas teve uma terceira. Nessa foi rapidamente encontrado. Em cima de outro brinquedo.

Já saiu de casa, apesar das chaves sempre escondidas, sem percebermos, e muito naturalmente. Foi ao supermercado aqui perto de casa, pegou uma bisnaga de salame, e 100g de salame fatiado e naturalmente, saiu do supermercado, também sem ser percebido lá. Já sendo procurado por nós, o encontramos voltando, na rua.

Num sábado, por volta das 7:00h, acordamos com um telefonema da escola dele informando que ele estava lá. Não era dia de aula. Achou a chave da casa, saiu de pijama, e estava próximo da escola, quando foi reconhecido por um aluno da escola, de série mais avançada, que correu na escola e avisou funcionários que rapidamente foram até ele.

Aconteceram muitos outros desaparecimentos.

Tentamos e usamos várias formas de identificação. Cartões com informações dentro de todos os bolsos, que ele jogava fora. Passamos a escrever nossos telefones nos braços dele, quando íamos a locais como shopping. Depois disso não chegamos a perde-lo.

É bom ressaltar que fizemos muitas tentativas, usamos pulseiras de PVC hospitalares, correntinhas no pescoço, cartões de identificação, escrever com caneta de retroprojetor nas camisas, etc... As pulseiras de PVC apesar de práticas, são limitadas para colocar informações, as informações apagavam depois de pouco tempo, quando não eram cortadas com os dentes. Os colares ele facilmente retirava.

Por último, colocamos uma pulseira não removível, que foi a melhor opção encontrada e que descrevemos mais adiante.

Sem deixar de usar o último também fazemos uso de um rastreador, que tem uma precisão de aprox. 10m, mas tem uma autonomia de bateria baixa, menos de 9 horas, como um celular. Aliás, é um meio celular. Esse rastreador nos informa via e-mail as coordenadas GPS de sua posição.

Manual do rastreador

O teste com o rastreador, pra valer mesmo, foi no Hopi Hari, quando foi em 2011, com o irmão, prima e com a turma da prima, e sem nós pais, que ficamos monitorando à distância.

Hoje, ano 2012, com 17 anos, o Alexandre, apesar de ainda não estar liberado para sair quando quiser, tem a chave da casa, como todos da casa, vai e volta da escola sozinho. Apenas tomamos o cuidado de avisar à escola, que ele acabou de sair para a escola. Já a escola nos avisa por celular que ele acabou de sair da escola. Como sabemos o tempo exato, que ele gasta p/ ir e vir, ficamos alertas, p/ qualquer atraso, o que nunca aconteceu. Quer dizer por algumas vezes ele ficou na escola mais do que o tempo da aula e entramos em contato c/ a escola que nos informou a permanência dele na escola.

Passemos então à descrição da pulseira, que funcionou e funciona muito bem.

- Pegar uma colher de sopa de aço inox (± R$2,00);

- Cortar o cabo;

- Limar ou esmerilar o local cortado.

- Fazer um furo de cada lado;

- Pegar uma fita daquelas usadas em crachás de dependurar no pescoço (± R$1,50 / metro);

- 2 grampos de montar o crachá (incluso nos R$1,50);

- Ajustar com um martelo, sem amassar, a curvatura da colher de modo a acomodar bem no braço;

- Gravar a identificação desejada ± R$10,00;

- Montar a plaqueta, no braço.

(preços da época)

É importante frisar que a opção pela colher, foi: ser barato, em primeiro lugar, para não atrair a atenção e cobiça de pessoas mal intencionadas, por motivos que não é preciso falar, ser fácil e barato de achar e providenciar.

Não é removível, não é fácil de arrancar, só cortando a fita. É muito durável, e arranha pouco.

Como tempo, a fita vai desfiando e ficando feia, dá p/ usar 1 ano aproximadamente.

 

Fotos da pulseira que ele usa até hoje.




Aqui a fita já está desfiando



A fita vai ser substituída porque já estava para romper.



Colocamos uma fita azul, porque ele quis variar!







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Esta página foi construída em 02/02/2012, a última atualização 02/02/2012

Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva