Folstein S & Rutter M. J Child Psychol Psychiatry 1977;18:297-321
Estudou gêmeos do mesmo sexo (11 MZ e 10 DZ) onde ao menos um era portador de autismo. Encontrou 36% de concordância nos MZ e zero nos DZ. Em 77% dos discordantes (12/17) havia histórico de dano cerebral. Diz que 2 a 3% dos irmãos são também afetados e que há um risco 50 vêzes maior nestes casos que na população em geral.
Tsai LY & Beisler JM. Br J Psychiatry 1983 142:373-8
Mulheres portadoras de autismo são mais sériamente afetadas que os homens que são acometidos com maior frequência, mas em graus mais leves. Sugere que haja carga genética distinta em relação ao gênero sexual.
Ritvo et alli. Am J Psychiatry 1985;142:74-77
Ritvo et alli. Am J Psychiatry 1985;142:187-192
Pesquisou 41 famílias com dois portadores de autismo e 5 com três. Concluiu que os resultados forma mais consistentes com o modelo transmissão do tipo autossômico recessivo.
Folstein SE. Ann Ver Med 1985;36:415-9
Conclui que os fatores envolvidos no quadro de autismo parecem ser uma combinação de vulnerabilidade genética para os aspectos cognitivos e de linguagem e a ocorrência de dano peri-natal.
Ritvo et alli. Am J Psychiatry 1989;146(8):1032-6
Pesquisou em 207 famílias (187 com 1 incidência e 20 com incidências múltiplas de autismo). Conclui que os dados descartam a transmissão mendeliana e que a chance de outro filho com autismo é de 7% se já houver um menino afetado, de 14,5% se houver uma menina portadora e de 35% se houver duas crianças afetadas. A chance do risco de um portador de autismo nascer após um irmão afetado é de 215 vêzes o da população em geral.
Steffenburg S et alli. J Child Psychol Psychiatry 1989;30(3):405-16
Jorde LB et alli. Am J Med Genet 1990 57(1):85-8
A análise do parentesco de 86 portadores de autismo resultou em que a relação de parentesco estava confinada a irmãos não se estendendo a familiares distantes. Conclui que isto é indicativo para a suposição de herança monogênica.
Rutter M et alli. J Child Psychol Psychiatry 1990;31(1):39-83
Gillberg C et alli. Dev Med Child Neurol 1992 34(5):389-98
Bailey et alli. Psy Med 1995;25:63-77
Estudo em gêmeos do mesmo sexo (27 MZ e 20 DZ). Encontrou 60% de concordância para autismo entre os MZ + 92% de concordância para transtornos cognitivos e sociais comparados a 10% nos DZ. Nos discordantes havia significativo histórico de complicações obstétricas.
Pickles A et alli. Am J Hum Genet 1995 57(3):717-26
Smalley SL. Am J Hum Genet 1997;60:1276-82
AUTISMO E DATA DE NASCIMENTO
Ayeni O . Int J Epidemiol 1986 15(1):91-4
Tanoue Y et alli. J Autism Dev Isord 1988 18(2):155-66
Estudo em período de 8 anos no Japão. Excesso de nascimentos no 2o. trimestre do ano, quando ocorre maior incidência de processos infecciosos pulmonares em crianças. Questiona a correlação destes dois dados.
Atlas JA. Psychol Rep 1989 64(3 Pt 2):1213-4
Gillber C. Acta Psychiatr Scand 1990;82(2):152-6
Mouridsen SE et alli. Child Psychiatry Hum Dev 1994;25(1):31-43
Barak Y et alli. Am J Psychiatry 1995;152(5):798-800
AUTISMO E FATORES IMUNOLÓGICOS
Introdução: Boa parte da singularidade imunológica humana depende da expressão dos gene do MHC (major histocompability complex - complexo de histocompatibilidade principal). É um locus complexo, composto de um grande grupo de genes localizados no braço curto do cromossoma 6. Estes genes são classificados em três classes, sendo que a I e a II correspondem aos antígenos leucocitários humanos (HLA). Os do grupo III são diferentes, sendo uma série de proteinas séricas polimorfas e receptores de membranas estreitamente envolvidos na função imune. Um desses genes, C4B, codifica um produto que está envolvido na eliminação de patógenos como vírus e bactérias.
Yonk LJ et alli. Imunol Lett 1990;25:4,341-5
Warren RP et alli. Imunol Invest 1990;19:3,245-51
Warren RP et alli. Imunogenetics 1992;36:4,203-7
Daniels WW et alli. Neuropsychobiology 1995;32:3,120-3
Singh VK et alli. Brain Behav Immun 1993;7(1):97-103
Lucarelli S et alli. Panminerva Med 1995;37:3,137-41
Nelson RJ et alli. J Pineal Res 1995;19(4):149-65
Denney DR et alli. J Autism Dev Disord 1996;26:1,87-97
Fudenberg HH. Biotherapy 1996;9:1-3,143-7
Transfer Factor ...............................
Warren RP et alli. Mol Chem Neuropathol 1996;28:1-3,77-81
RETT
Journel H et alli. Am J Med Genet 1990;35(1):142-7
Relata translocação t(X;22) (p11-22;p11) em criança com SR e irmã com "forma frustra". Hipotetiza que o gen causal pode estar na região Xp.
Zoghbi HY et alli. Am J Med Genet 1990;35(1):148-51
Kormann-Bortolotto MH et alli. Clin Genet 1992;42(6):296-301
Camus P et alli. Hum Genet 1996;97(2):247-50
Akesson HO et alli. J Med Genet 1996;33(9):764-6
ADDHD
Stevenson J. Behav Genet 1992;22(3):337-44
Thapar A et alli. Behav Genet 1995;25(6):537-44
Levy et alli. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1997;36(6):737-44
Sherman DK et alli. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1997;36(6):745-53
Cantwell P & Baker L.:Psychiatric Developmental Disorders in Children with Communication Disorder. Washington,American Psychiatric Press,Inc.1991.
A
TRANSTORNOS DE FALA E LINGUAGEM
Neils J & Aram DM. Percept Mot Skills 1988;63(2 Pt 1):655-8
Comprova a maior incidência de transtornos de fala e linguagem entre familiares de crianças portadoras de transtornos de linguagem.
Cantwell P & Baker L.:Psychiatric Developmental Disorders in Children with Communication Disorder. Washington,American Psychiatric Press,Inc.1991.
Estuda 600 crianças vindas para primeira avaliação de transtornos de fala e linguagem em clínica especializada. Não demonstra maior incidência entre algum dos sexos.
Lewis BA & Thompson LA. J Speech Hear Res 1992;35(5):1086-94
Estudo entre 32 pares de gêmeos MZ e 25 pares DZ conclui que entre os MZ há maior concordância inclusive nos tipos de transtornos.
Bishop DV et alli. Dev Med Child Neurol 1995,37:1,56-71
Estudo entre pares do mesmo sexo em 63 MZ e 27 DZ selecionados porque um dos gêmeos era portador de Transtorno de fala ou de linguagem. Encontrou resultado de quase 100% de concordância para os MZ e aproximadamente 50% para os DZ, em utilização de conceito mais amplo assim como concordância para o tipo do transtorno.
Skuse DH et alli. Nature 1997;387(6634):705-8
Estudo em 80 portadores de S. Turner que só possuem 1 cr. X [p. ou m.]. Encontrou portadores de cr. X[p] com melhor ajustamento social, score superior para verbalização e para execução de ordens verbais. Sugere que haja um locus para cognição social que não é expresso através do cr. X materno e que isso pode explicar porque homens genéticamente normais (46,XY) são mais vulneráveis aos Transtornos de Linguagem e cognição social como o autismo.