Além de não gostar de ser tocado demoradamente , parece que colocar o cinto nele é como amarra-lo . No início tínhamos 2 cadeirinhas no banco de traz do carro , uma para cada filho . As primeiras vezes que colocamos o cinto ele resistiu , chutou , chorou , esperneou ... , até cansar-se , ou seja o equivalente a andar aproximadamente uns 3 km de carro . É duro agir assim , mas foi a solução . Quanto mais demonstrávamos nossos sentimentos em relação a nossa atitude , mais a birra seguia . Parece que eles percebem bem como nos afetam , como toda criança que sabe fazer uso da birra como o irmão mais velho , observando apenas que a birra do autista é muito pior . Depois de umas três vezes assim , passou aceitar o cinto sem problemas e até aguardando a colocação do mesmo . Depois de levar o carro com as cadeirinhas para uma lavação , este voltou sem as mesmas presas , assim elas ficaram no porta malas . Novamente , como relatado acima o Alexandre não aceitou o cinto de segurança sem a cadeirinha , e ai muita birra . Agimos da mesma forma . Umas três vezes foi o suficiente . Resolvemos então acabar com a rotina , mesmo porque as cadeirinhas já estavam ficando pequenas para eles . Passamos a retirar e a recolocar as cadeirinhas , colocar uma cadeirinha num carro e outra no outro , sem nenhum padrão , até ele ser indiferente a qual cinto usar , dos carros ou das cadeirinhas . Hoje , às vezes ele mesmo coloca o cinto , não é sempre , mas sempre posiciona o engate para que somente o travemos . Hoje o cinto não é problema .
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