AUTISMO-BR
CABELO
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A primeira vez que o Alexandre foi levado ao cabelereiro, foi com a mãe, usando a forma tradicional, ou seja, tesoura. Conseguiu-se um corte mal feito.
Como as tesouras normalmente usadas para o corte de cabelo são muito pontiagudas e para evitarmos acidentes indesejáveis , optamos após a primeira experiência, por usar máquina de corte nº 6.
Da segunda vez, tive (eu pai), que me assentar na cadeira com ele, me passando por uma camisa de força. Parecia que o cabelereiro estava arrancando pedaços dele.
Da terceira vez, também ficou assentado em meu colo, ele reclamou muito, mas deixou o cabelereiro atuar. Um problema dos cabelos em relação ao Alexandre, além da dificuldade de corte, é fato do cabelo dele ser muito útil (para ele) para limpar as mãos. A lavação também é difícil, mas a solução é a insistência. O cabelo baixinho ajuda bastante, porque além da dificuldade da lavação, há também a dificuldade de enxugar.
Aos poucos a resistência foi diminuindo, até não oferecer mais resistência.
Hoje, novembro/2007, com 13 anos, sempre que o Alexandre vai cortar, vou junto também para cortar o meu cabelo. Ele chega, como todo mundo, pega uma revista para folhear, e quando chega a vez dele, ele se levanta vai sozinho até a cadeira, se assenta e deixa que a cabelereira faça o corte.
Não é qualquer cabelereira(o) que pode fazer o corte, se for daquelas que demoram muito para cortar, que ficam cortando um tiquinho aqui, outro ali, volta cortam mais um tiquinho, e demoram muito, ele fazem com que ele comece a reclamar e ele acaba levantando.
Ultimamente, isso só aconteceu com uma cabelereira, não aconteceu c/ mais ninguém. E também não faz nenhuma restrição quanto a em que salão ir, somente não tolera demora.
Também a muito tempo voltamos a usar tesoura para o corte do cabelo.




Página  construída em 01/11/98, atualizada 11/11/2007
Créditos: Eduardo Henrique Corrêa da Silva